Cuiaba
Vereadora Michelly Alencar usa a tribuna para defender penas mais rígidas e proteção efetiva às mulheres vítimas de violência
Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar
A vereadora Michelly Alencar (União) utilizou, nesta terça-feira (02), a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá para abordar mais um caso brutal de violência contra a mulher registrado no país.
Durante sua fala a vereadora apresentou um vídeo, com as imagens protegidas, que mostra uma mulher sendo arrastada por um veículo por cerca de um quilômetro após ser atropelada pelo ex-namorado, em São Paulo.
A vítima, Tainara Souza, de 31 anos, teve as pernas amputadas e permanece internada em estado gravíssimo. O agressor, Douglas Alves, já possuía histórico de violência e chegou a trocar tiros com a polícia no momento da prisão.
“Estamos falando de uma vida. Estamos falando de mais um agressor que já dava sinais claros de que poderia cometer uma tragédia. Se uma cena dessas não nos choca, não sei onde vamos parar”, afirmou Michelly.
A vereadora lembrou que Mato Grosso é o estado que mais mata mulheres no Brasil e que Cuiabá convive com números alarmantes. Ela reiterou a necessidade de punições severas e efetivas para esses crimes, mencionando o pacote antifeminicídio aprovado pelo Governo Federal, que aumenta a pena máxima de 30 para 40 anos.
Para Michelly, no entanto, o avanço não é suficiente: “Quarenta anos não podem significar apenas uma pena maior no papel. Precisamos de pena em regime fechado e precisamos discutir a prisão perpétua para feminicidas. Esses agressores saem da prisão dispostos a continuar a violência. Temos casos de homens que, mesmo presos, seguem ameaçando as vítimas. Isso é inaceitável.”
A parlamentar reforçou que penas mais duras são fundamentais, mas não suficientes: é necessário garantir que esses criminosos permaneçam presos para evitar novas agressões e mortes.
“Enquanto seguimos debatendo nesta Casa, mulheres continuam sendo brutalizadas e assassinadas. O Brasil precisa agir. Sem medidas verdadeiramente firmes, não reduziremos os índices de feminicídio”, concluiu.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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