Política
Questionar exigências pode ser mais demorado que cumpri-las
O governador Mauro Mendes disse que questionar as exigências do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) sobre as obras do trecho do Portão do Inferno na MT-251 pode atrasar ainda mais o processo, que já demorou devido à demora do órgão em emitir as licenças necessárias.

A tarefa do Governo do estado, através da Sinfra, é cumprir aquilo que foi colocado nos condicionamentos para liberação
“Estamos pegando plantinha por plantinha, fazendo um resgate de flora e fauna”, disse, se referindo à condicionante do Ibama. “Mas questionar as exigências pode ser mais demorado que cumpri-las”, completou.
O governador já havia se queixado de que a burocracia do órgão é o que estava atrasando a obra. O projeto foi apresentado em março e somente no dia 28 de junho o Ibama emitiu a licença ambiental da obra.
Após isso, a Secretaria Estadual de Infraestritura ainda teve de cumprir uma série de condicionantes exigidas pelo Instituto. Na última quarta-feira (28), as obras de retadulamento no trecho iniciaram oficialmente.
Chamada de retaludamento, a obra vai alterar o traçado na MT-251, na altura do Portão do Inferno, para reduzir o risco deslizamentos.
Andamento
O secretário de Estado de Infraestrutura Marcelo de Oliveira complementou a fala do governador e explicou o que está sendo feito agora.
“Hoje nós temos que fazer as condicionantes que o Ibama colocou. Dentro das condicionantes que foram colocadas, nós temos que fazer o resgate de fauna e flora, temos que guardar todo esse material que foi resgatado”, explicou.
De acordo com o secretário, tudo será transferido para o escritório da empresa pelos órgãos ambientais e depois serão destinadas a plantio, no caso de plantas, e a novos ambientes no caso dos animais.
“Se nós encontrarmos algum bicho diferente, alguma planta diferente, o ICMBio vai estar junto, o Ibama vai estar junto. Nós temos que ter um acompanhamento arqueológico. Então se tiver alguma coisa ali dentro que precisa ser cadastrada, retirada, tudo tem que ser feito”.
Segundo Oliveira, agora está sendo tirado o licenciamento ambiental do escritório da empresa contratada, onde ficará o parque de obras da empresa. Ele rebateu críticas sobre um atraso por parte da Sinfra.
“Olha, eu estou cumprindo as condicionantes do licenciamento. A tarefa do Governo do Estado, através da Sinfra, é cumprir aquilo que foi colocado nos condicionamentos para liberação. Em cima disso, nós estamos 100% trabalhando”.
Questionado sobre os protestos de parte dos moradores da cidade às obras, ele disse que a Sinfra realizou diversas audiências públicas e que só agora, no início dos trabalhos, é que os críticos apareceram. “O que eu posso dizer é que nós estamos cumprindo tudo aquilo que foi determinado para que a gente pudesse tocar a obra”, encerrou.
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