Judiciario
Nery representou advogado 18 dias antes de ser assassinado
Dezoito dias antes de ser assassinado, o advogado Renato Gomes Nery fez uma representação na OAB-MT pedindo a abertura de um processo disciplinar contra o advogado Antônio João de Carvalho Júnior.
Nery acusou o advogado de se apropriar e negociar uma área que ele havia recebido como honorários de ações de reintegração de posse, na qual atuou por mais de trinta anos.
“O relato das questões fáticas que precedem aos fundamentos jurídicos faz remissão a uma longa história sobre três processos, um deles tramitando há quase 40 anos”, escreveu.
Na representação, ele cita outros advogados, entre eles o filho de um magistrado, além de um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O embate entre Nery e Antonio João tem relação com uma demanda possessória de uma fazenda que corria na Justiça desde 1988, inicialmente na Comarca de Barra do Garças.
A ação discutia a posse de uma área rural de 12.341 hectares. Como pagamento pelos serviços prestados, Nery conta ter recebido uma área de 2.579 hectares.
Conforme a representação, Antônio João entrou na Justiça requerendo a nulidade das cessões das terras para o nome de Nery.
“E o primeiro [Antonio João] aos tropeços e chicana ajuizou uma hipócrita Ação de Nulidade das Cessões passadas por seu marido há mais de 20 anos ao advogado Renato G. Nery, nos autos de reintegração de posse, Autos de n. 1012682-97.2019.8.11.0041 – 9ª Vara Civil da Comarca de Cuiabá-MT”.
“De outra largada passou a alimentar a teratológica ação de nulidade das cessões proposta por seu colega imputando crime de falsidade e estelionato ao advogado Renato no patrocínio da demanda”, consta na representação.
“O Representado (Antônio João), aos olhos de qualquer principiante, na profissão que exerce nos processos mencionados revela ação de embusteiro e não de advogado que tem o dever de instruir a parte”.
A representação, do dia 17 de junho, sustenta que o desembargador teria atuado em favor de Antonio João.
“No curso do processo nada foi capaz de deter a atuação do desembargador, nem mesmo arguição de suspeição, representação disciplinar ou outro recurso, todos usados para afastá-lo do julgamento”, escreveu.
Nery também apontou a ocorrência de uma manobra para que o desembargador virasse relator das ações derivadas da reintegração de posse.
“O empenho deste membro da Corte apontou a trilha e o caminho da chicana jurídica para reformar, em Embargos de Declaração, um recurso de apelação unanimemente julgado pelo Colegiado Civil da Corte Estadual”, escreveu na representação, afirmando que na sequência o advogado Antônio João de Carvalho Júnior coordenou a suspeição de um desembargador, que se seu deu por suspeito, deixando a relatoria do processo com a formação da câmara estendida.
Segundo ele, nestas circunstâncias, um outro desembargador “se arvorou em relator e passou a rei das ações derivadas da reintegração de posse que ele julgou em primeira instância, abraçando a advocacia chicaneira do advogado Antônio João de Carvalho, ora Representado”.
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