Judiciario
Juiz manda Kalil recontratar médicos demitidos do Pronto-Socorro
O juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o prefeito do Município, Kalil Baracat (MDB), readmita os 26 médicos demitidos do Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande no mês de outubro.

A atuação da administração municipal afrontou os princípios da impessoalidade, continuidade dos serviços públicos e eficiência
Os cortes foram anunciados após a derrota de Kalil, que disputava a reeleição, para a prefeita eleita Flávia Moretti (PL).
Conforme a Prefeitura afirmou na época, as dispensas são parte de um ajuste administrativo com base na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Além das demissões, no dia seguinte às eleições, o prefeito ainda anunciou a imediata suspensão da concessão de férias indenizadas, horas extras e abono dos médicos da maternidade Rede Cegonha, no Hospital São Lucas.
A decisão da Justiça reconheceu a probabilidade do direito e a gravidade do periculum in mora, enfatizando que a saúde é um direito fundamental garantido pelo art. 196 da Constituição Federal, sendo dever do Estado assegurar políticas que mantenham o atendimento contínuo e eficaz à população.
“A postura assumida pelo prefeito Kalil após ser derrotado nas urnas demonstra uma infantilidade política coroada de irresponsabilidade”, disse o presidente do Sindimed (Sindicato dos Médicos) de Estado de Mato Grosso, Adeildo Lucena.
“A atuação da administração municipal afrontou os princípios da impessoalidade, continuidade dos serviços públicos e eficiência, além de violar a teoria dos motivos determinantes, conforme reiterados precedentes judiciais. A decisão judicial reafirma a importância de respeitar os direitos da população e assegurar a transparência e adequação das escalas médicas, medida essencial para o acompanhamento e fiscalização do serviço público”, completou.
Ainda conforme o sindicato, a direção da unidade teria alertado sobre os prejuízos com a saída dos profissionais, como a interrupção de serviços essenciais, sobrecarga aos médicos remanescentes e consequente risco ao atendimento aos pacientes.
Em decorrência da ausência de planejamento e reposição imediata, setores críticos como UTIs, pediatria e cirurgia geral ficaram desfalcados, especialmente durante finais de semana e plantões noturnos, afirmou a categoria.
Leia mais:
Após derrota, Kalil corta benefícios de médicos da Rede Cegonha
-
Mato Grosso5 dias agoAs duas escalações
-
Polícia2 dias agoLei Seca prende 12 motoristas por embriaguez ao volante em Cuiabá e Rondonópolis
-
Cuiaba7 dias agoPrefeitura de Cuiabá oferece 24 vagas de emprego para pessoas com deficiência (PCD)
-
Várzea Grande6 dias agoPrefeitura informa que unidades escolares estão abastecidas e que nenhum atendimento aos estudantes será prejudicado
-
Política2 dias agoArma de vereador fica exposta durante Marcha para Jesus e imagem gera repercussão nas redes sociais
-
Polícia2 dias agoPolícia Civil prende suspeito de matar mulher trans em Nova Mutum
-
Cuiaba3 dias agoMais de 650 vacinas foram aplicadas em ação da Bem-Estar Animal de Cuiabá
-
Cuiaba5 dias agoPrefeitura vistoria mais de 536 mil imóveis e reduz casos de dengue em Cuiabá
