Judiciario
PM que levou R$ 10 mil ao TJ se passando por presidente tem prisão preventiva decretada
Conteúdo/ODOC – O 2º sargento da Polícia Militar de Mato Grosso, Eduardo Soares de Moraes, que atua no Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia nesta quinta-feira (14). Ele é investigado por falsidade ideológica, associação criminosa e uso de identidade falsa.
De acordo com as investigações, Eduardo teria se passado pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, para solicitar, por meio de um aplicativo de transporte, a entrega de R$ 10 mil em espécie na sede do órgão.
O episódio foi descoberto quando o motorista Robson Ferreira Barbosa recebeu, via aplicativo InDrive, a solicitação para levar um envelope com cédulas de R$ 200, R$ 100 e R$ 50 ao TJMT. No perfil do solicitante apareciam o nome e a foto do presidente do Tribunal.
Ao chegar ao local, o condutor desconfiou da situação e procurou um policial que estava na guarita da presidência. A equipe de segurança verificou que não havia qualquer entrega prevista. O major PM Marques, ajudante de ordens do desembargador, confirmou que o pedido não havia sido feito pela autoridade.
Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que Eduardo, acompanhado de uma mulher, circulou pela portaria do Fórum e repassou o envelope ao motorista. O boletim de ocorrência aponta que o militar foi o responsável por acionar a corrida e fazer a entrega do dinheiro.
Na audiência, a defesa pediu a revogação da prisão, alegando que o sargento se apresentou voluntariamente ao quartel e que não houve crime de falsidade ideológica nem associação criminosa.
O juiz Marcos Faleiros da Silva, do Núcleo de Audiências de Custódia de Cuiabá, negou o pedido e acatou a manifestação do Ministério Público para manter a prisão, citando “ousadia e desvio funcional gravíssimo” na conduta. Ele classificou a situação como flagrante impróprio, pois o militar foi localizado após diligências ininterruptas da segurança do TJ e da Polícia Militar.
Conforme a decisão, há indícios de que Eduardo integrava um grupo criminoso com divisão de tarefas, e que a ação foi planejada para dificultar a identificação. O militar teria afirmado que agiu a mando do sargento Jackson, preso pelo assassinato do advogado Renato Nery, e que o dinheiro seria destinado à esposa dele, Laura Kellys, que está foragida.
O motorista do aplicativo também relatou ter recebido ameaças por mensagens de celular após o episódio, nas quais era exigida a devolução do dinheiro, com o alerta de que, caso desaparecesse, “Mato Grosso inteiro” iria atrás dele.
Por estar na ativa, Eduardo será transferido da Rotam para outra unidade militar, cujo endereço não será informado, a fim de preservar a disciplina interna e garantir sua segurança.
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