Judiciario
Filha de ministro ocupa sala de empresário de Cuiabá alvo da PF
A advogada Catarina Buzzi, filha do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mantém um escritório em um complexo comercial adquirido pela empresa cuiabana Fource, alvo de investigação da Operação Sisamenes, que apura a suposta venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e no STJ.
A informação foi apurada pelo repórter Aguirre Talento e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, nesta terça-feira (19).
A sala comercial onde Catarina Buzzi mantém seu escritório, localizada no prédio Brasil 21, em Brasília, foi comprada pela Fource em março de 2023, pelo valor de R$ 1,6 milhão.
A empresa pertence a Haroldo Augusto Filho, acusado pela Polícia Federal de pagar propina aos desembargadores de Mato Grosso, João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, para obter decisões favoráveis em litígios envolvendo posse de terras.
Em novembro de 2024, Haroldo foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito das investigações da Operação Sisamenes. Durante a análise do celular do empresário, a PF encontrou conversas com Catarina Buzzi e com familiares do ministro Marco Buzzi.
Haroldo também é apontado como patrocinador de um evento jurídico em Cuiabá, que contou com a participação do ministro Marco Buzzi como palestrante.
Mensagens obtidas pela PF revelam que, na ocasião, o empresário tentou organizar um jantar com o ministro, mas o encontro não chegou a ocorrer.
Após ser procurada, Catarina Buzzi afirmou que paga aluguel pelo espaço e declarou que os valores são compatíveis com o mercado imobiliário. No entanto, ela não apresentou comprovantes de pagamento do aluguel.
O prédio possui três salas comerciais contíguas, com área total de aproximadamente 120 m². Após a aquisição do imóvel pela Fource, Catarina passou a ocupar uma das salas, com aluguel mensal estimado em R$ 15 mil.
Ao ser questionado sobre o caso, o ministro Marco Buzzi declarou que não possui qualquer vínculo com Haroldo e que desconhece os contratos firmados pela filha.
“A assessoria de imprensa do STJ informa que a pessoa e a empresa mencionadas na reportagem não integram nenhum processo que esteja sob a responsabilidade do ministro Marco Buzzi. Reitera, ainda, nota anterior, segundo a qual o magistrado não tem conhecimento das relações comerciais de sua filha”, informou o STJ, em nota ao Estadão.
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