Judiciario
Novo desembargador defende Justiça humanizada e pacificadora
O novo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Gomes de Almeida, tomou posse na manhã desta segunda-feira (10) e reiterou o compromisso com uma atuação pautada pela humanidade e pela pacificação social.

Acredito profundamente na Justiça pacificadora. Aquela que vai muito além do julgamento de processos
“Permita-me dizer o princípio que considero essencial e que norteará minha atuação como magistrado: acredito profundamente na Justiça pacificadora. Aquela que vai muito além do julgamento de processos, mas que realmente promove a paz social e contribui para o reestabelecimento das relações humanas”, disse.
Ele discursou por cerca de 15 minutos e se emocionou ao agradecer pelo apoio da família durante sua trajetória na advocacia e agora nesse novo ciclo de sua carreira.
Almeida foi eleito pelo quinto constitucional destinado à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), na vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Luiz Ferreira da Silva. Ele foi o escolhido do governador Mauro Mendes (União).
Em sua fala o desembargador também ressaltou o papel essencial do quinto na oxigenação dos tribunais, pois, para ele, ele é uma das mais nobres pontes de diálogo institucional da República.
“O quinto constitucional traz o olhar de quem ouviu diariamente as vozes da sociedade, por isso, ele é essencial e insubstituível, por isso ele deve ser celebrado e permanentemente reconhecido. É com esse espírito que chego aqui”, afirmou.
Almeida ainda destacou que para alcançar na humanização e pacificação da Justiça é necessário utilizar a força da resolução consensual de conflitos.
“Conciliação, mediação, práticas restaurativas, instrumentos modernos de justiça, céleres e humanos, capazes de construir resultados duradouros e satisfatório para todos. A pacificação social nasce da empatia e da capacidade de ouvir”.
Independência no TJ
Além de pregar a pacificação, Almeida afirmou que sua atuação como desembargador será gerida por três pilares de sustentação. Sendo eles: a independência, humanidade e prudência. Ele também se comprometeu a exercer sua função com imparcialidade.
“Independência à fidelidade à Constituição da República, às leis e, sobretudo, a minha consciência. Na prudência, prudência de sabedoria de decidir com serenidade, ponderação e preparo. E, principalmente, na humanidade, na compreensão de que cada processo representa uma vida, uma esperança”.
“Prometo cumprir com seriedade e respeito as responsabilidades que foram confiadas a mim. […] E contribuir para um Poder Judiciário mais justo, acessível, pacificador e eficiente”, disse.
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