Mato Grosso
Judiciário de MT destaca governança no uso da IA durante evento nacional do CNJ
Representando o Judiciário mato-grossense, o desembargador Luiz Octávio Saboia Ribeiro foi um dos palestrantes do Painel 2, que tratou da implementação da IA nos tribunais. Saboia é presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial do TJMT e destacou a importância da boa governança e responsabilidade no uso das IAs.
Durante a apresentação, o magistrado apresentou dados que evidenciam a dimensão do sistema judicial brasileiro, com milhões de processos em tramitação e uma alta demanda por soluções mais ágeis. Nesse contexto, reforçou que o uso da tecnologia deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade para garantir a eficiência e a própria sustentabilidade do Judiciário.
Saboia enfatizou ainda que, mais do que adotar ferramentas tecnológicas, é fundamental garantir que elas sejam utilizadas com responsabilidade, ética e preparo técnico. Para ele, o maior desafio não está na tecnologia em si, mas na forma como as pessoas fazem uso dela, o que exige capacitação contínua de magistrados e servidores.
“A inteligência artificial traz grandes habilidades, potencializa as nossas capacidades. Para utilizá-la, preciso ter habilitação, responsabilidade e ética. Preciso, nesses três aspectos, trazer a governança e responsabilidade. Não posso nunca abrir mão do ser humano como condutor da ferramenta. Para isso, ele tem que ser capacitado ao máximo”, completou.
Segundo ele, no TJMT a implementação da inteligência artificial foi acompanhada da criação de uma estrutura de governança. O modelo inclui um Comitê Gestor e Estratégico, um Comitê Técnico Operacional e um núcleo específico de desenvolvimento, responsáveis por planejar, supervisionar e aprimorar o uso das ferramentas dentro da instituição.
O desembargador contou que entre as soluções já em funcionamento no TJMT estão o sistema LexIA, a Hanna e o OmnIA.
“Não é possível pensar em desenvolver ferramentas de inteligência artificial sem pensar em governança. Temos que pensar do início ao fim, não só a prototipação, a cocriação, o desenvolvimento, mas também capacitar o ser humano que vai utilizar essa ferramenta. O ser humano precisa entender o que é a ferramenta”, argumentou Saboia.
O IAJus 2026 é promovido pelo Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário (CNIAJ). O evento é voltado a magistradas e magistrados, servidoras e servidores, equipes técnicas dos tribunais e conselhos do Poder Judiciário, áreas de tecnologia da informação, governança, inovação e gestão, além de outros atores institucionais com atuação na agenda de inteligência artificial no Judiciário.
Fotos: Luiz Silveira/CNJ
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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