Judiciario
Justiça torna Rubens e mais 5 réus por suposto rombo de R$ 400 mi
A Justiça Federal recebeu denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e tornou réus o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e outras cinco pessoas ligadas à sua gestão, por um suposto rombo de R$ 400 milhões na cooperativa entre 2020 e 2022.

[…] entendo existir nos autos suporte mínimo de provas quanto à materialidade e autoria do crime
A decisão foi assinada na última sexta-feira (24) pelo juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso.
Além de Rubens, também viraram réus a advogada Jaqueline Proença Larrea Mees, ex-assessora jurídica da cooperativa; o ex-consultor executivo Eroaldo de Oliveira; a ex-superintendente administrativa e financeira Ana Paula Parizotto; a ex-diretora administrativa financeira Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma; e o sócio-administrador da Arche Negócios Ltda., Erikson Tesolini Viana.
De acordo com a denúncia, Rubens Carlos de Oliveira Júnior é apontado como líder do esquema e vair responder por gestão fraudulenta, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.
Já Jaqueline Larrea, Eroaldo de Oliveira, Ana Paula Parizotto e Suzana Palma são acusados de participação nas fraudes, com atuação na execução das irregularidades e movimentações financeiras, e vão responder por crimes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
Já Erikson Tesolini Viana é apontado como responsável por auxiliar na movimentação e ocultação de valores, e vai responder por lavagem de dinheiro.
“Quanto à justa causa, no âmbito de um juízo de cognição sumário e provisório, destinado a verificar apenas a existência de probabilidade de sucesso da pretensão acusatória, entendo existir nos autos suporte mínimo de provas quanto à materialidade e autoria do crime”, escreveu o magistrado.
Ainda na decisão, o magistrado homologou o arquivamento parcial da denúncia em relação a contadora Tatiana Gracielle Bassan Leite, ex-chefe de núcleo de compliance da cooperativa, nos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Já quanto à médica Suzana Palma, apenas quanto ao crime de lavagem de dinheiro, por falta de elementos suficientes.
A Operação
A Operação Bilanz, da Polícia Federal, foi deflagrada em outubro de 2024, após uma revisão nas contas da cooperativa, que constatou uma série de inconsistências e irregularidades na gestão de Rubens (2019-2023).
O achado mais relevante foi o balanço contábil de 2022, que teria sido “maquiado”. Segundo a investigação, o balanço inicialmente apresentava saldo positivo de R$ 370 mil, mas a auditoria demonstrou inconsistências de R$ 400 milhões.
Dentre os problemas elencados estão contratos irregulares, antecipação de pagamentos de forma indevida, relação desigual com fornecedores, aquisições e construção de obras sem a autorização em assembleia geral, entre outras muitas questões que colocaram a conta da cooperativa em estado alarmante.
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