Judiciario
Defesa expõe novo vídeo e tenta desqualificar testemunha; veja
A defesa do policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, apresentou ao Tribunal do Júri, um vídeo com um novo ângulo da discussão entre os dois em uma conveniência, momentos antes da morte do PM.
O novo julgamento teve início na manhã de terça-feira (12), no Fórum da Capital, e entrou no segundo dia nesta quarta-feira (13). A sessão foi suspensa por volta das 20h de ontem e retomada nas primeiras horas da manhã de hoje.
Thiago foi morto no dia 27 de abril de 2023, em um estabelecimento localizado em um posto de combustível em frente à Praça 8 de Abril, em Cuiabá.
Ao apresentar o vídeo, a defesa pretende refutar a tese do Ministério Público Estadual (MPE) de que a vítima apenas tentou recuperar seu revólver, que foi retirado de sua cintura pelo investigador, sob alegação de suspeita quanto à legalidade da arma e à identidade de Thiago como PM.
Os advogados também buscam desqualificar a testemunha Walfredo Raimundo Adorno Mourão Junior, investigador da Polícia Civil e amigo da vítima, que estava na conveniência no momento do ocorrido.
Walfredo havia afirmado que viu o revólver de Thiago no chão durante a briga entre os policiais e que só recebeu o objeto no carro, após os tiros disparados por Mário Wilson, que resultaram na morte do PM.
Alair Ribeiro/TJ-MT

O policial civil Mário Wilson, que é julgado por morte de PM em Cuiabá
Entretanto, conforme mostrado no vídeo, após o início do confronto físico, Mário Wilson cai no chão, enquanto Thiago permanece por cima, com o tronco inclinado sobre o policial civil.
Durante a disputa, o revólver é retirado das mãos dos dois por Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva, amigo do réu. Segundo os autos, Thiago, então, teria aplicado um golpe de estrangulamento em Mário Wilson.
A arma, ainda pelas imagens, é repassada por Gilson logo em seguida a um homem que, posteriormente, a entregue a Walfredo.
Após assistir ao vídeo e ser questionado pelo advogado Renan Canto, Walfredo retificou pontos de seu depoimento e admitiu que pode ter se confundido.
Novo julgamento
O novo júri é realizado após um bate-boca entre advogados da defesa do réu e a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira durante a sessão ocorrida em 15 de dezembro.
Na ocasião, a magistrada mandou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) “se danar”, o que gerou repercussão, resultou na suspensão do julgamento e na dissolução do Conselho de Sentença.
O novo júri é presidido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva. Ainda não há previsão para o encerramento da sessão.
Veja:
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