Judiciario
Dupla que assassinou assessor de deputado em Cuiabá é condenada a 17 anos de prisão
Conteúdo/ODOC – O Tribunal do Júri condenou Murilo Henrique Araújo de Souza e Richard Estaques Aguiar Silva Conceição a 17 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do assessor parlamentar Wanderley Leandro Nascimento da Costa, ocorrida em fevereiro de 2023, em Cuiabá.
O júri popular ocorreu nesta terça-feira (1) e foi presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal da Capital.
Na sentença, a magistrada manteve a prisão dos dois condenados. Ambos mantinham um relacionamento homoafetivo com a vítima e estão presos desde a época do crime.
“Na hipótese dos autos, os acusados foram condenados à pena de 17 (dezessete) anos de reclusão, cada um, no regime inicialmente fechado, o que impõe a execução antecipada da reprimenda, independentemente de possíveis recursos, pois não vislumbro no caso concreto nenhuma questão substancial que possa, plausivelmente, levar à revisão da condenação (CP, art. 492, § 3º), visto que o Conselho de Sentença optou por uma das teses apresentadas em plenário pelas partes”, escreveu a magistrada.
“E se os acusados permaneceram presos durante toda a ação penal, quando havia apenas o fumus boni juris, depois de submetidos a julgamento e condenados pelo Tribunal do Júri, emerge a certeza que, por sua vez, exclui a possibilidade do recurso em liberdade, mormente porque o regime fixado para o início do cumprimento da reprimenda é o fechado”, acrescentou.
Impacto social do crime
Na sentença, a magistrada destacou que as consequências do crime foram graves. Wanderley desempenhava o papel de pai dos dois filhos de sua companheira, Maísa Valdonado Ronquigali, frutos de um relacionamento anterior, incluindo um deles, que é autista.
Além disso, após iniciar a convivência com Maísa, a vítima passou a prover financeiramente também outros dois filhos dela, que não eram seus biológicos, mas eram tratados como tal.
“Segundo Maísa, a vítima não deixava faltar nada para as crianças, que com a sua morte ficaram desprovidas do seu apoio financeiro, o que também impactou no desenvolvimento emocional, psicológico e social dos infantes”, pontuou a juíza.
Relembre o caso
Wanderley trabalhava com o deputado Wilson Santos (PSD). Ele desapareceu no dia 16 de fevereiro de 2023 e foi encontrado morto no dia 21, na região do Cinturão Verde, em avançado estado de decomposição.
Segundo a Polícia Civil, após o crime, os acusados foram até a casa da vítima, no bairro São João Del Rei, onde pegaram uma TV de 70 polegadas e fugiram com o carro dele. Durante as investigações, os policiais receberam informações de que o veículo da vítima havia passado por um pedágio em direção a Sinop, o que permitiu a identificação e prisão dos suspeitos.
A investigação revelou que o servidor mantinha envolvimento com menores de idade e oferecia dinheiro para manter relações sexuais. Segundo a Polícia Civil, o homicídio teria sido motivado por “vingança”, após a vítima assediar parentes menores de idade dos acusados.
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