Judiciario
Defesa cita câncer de boca, mas TJ nega domiciliar a coronel
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou habeas corpus e manteve a prisão do coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, apontado como financiador do assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em Cuiabá.
A decisão foi assinada pelo desembargador Paulo Sérgio Carreira de Souza, da Segunda Câmara Criminal, nesta quarta-feira (16). A íntegra, no entanto, ainda não foi disponibilizada.
No pedido de habeas corpus, a defesa do coronel solicitava a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando problemas de saúde.
Os advogados argumentam que Vargas apresenta um quadro clínico grave, incluindo câncer na boca, problemas cardíacos e renais (com formação de cálculos), além de ter passado por artroplastia no joelho, o que compromete sua mobilidade.
A defesa sustenta que, diante da gravidade de seu estado de saúde, a prisão domiciliar seria a única alternativa viável, uma vez que o sistema prisional não teria condições de garantir sua sobrevivência.
Atualmente, Caçadini encontra-se detido no 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cuiabá.
O MidiaNews apurou que o desembargador manteve a decisão de primeira instância, que também negou o pedido de prisão domiciliar, com base no fato de que o coronel está recebendo acompanhamento médico especializado na unidade militar.
Além disso, avaliação clínica indicou que o câncer, embora requeira cuidados, é considerado de baixa agressividade e com reduzido potencial metastático.
O crime
Zampieri foi assassinado na noite de 5 de dezembro de 2023, quando deixava seu escritório no Bairro Bosque da Saúde.
Ele havia acabado de entrar em seu carro, um Fiat Toro, quando foi surpreendido pelo assassino e baleado dez vezes.
Além do coronel, também são réus pelo crime e estão presos o empresário Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de ser o intermediário, e o pedreiro Antônio Gomes da Silva, que confessou ter atirado e matado a vítima.
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