Política
Secretário decide permanecer no cargo e deixa vaga na Câmara para bolsonarista
Conteúdo/ODOC – O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Felipe Corrêa (PL), decidiu não se afastar do cargo para assumir a vaga de vereador na Câmara Municipal, que foi aberta após o afastamento do vereador Chico 2000 (PL) por decisão judicial. Com isso, quem assumirá temporariamente o mandato é o segundo suplente da sigla, Rafael Yonekubo, alinhado à base bolsonarista.
“Temos muito trabalho a fazer e, a princípio, vou permanecer na Secretaria para dar encaminhamento às missões que recebi do prefeito e que são prioritárias para Cuiabá. Nestes primeiros dias, irei oportunizar ao Rafael Yonekubo exercer o mandato”, afirmou Felipe Corrêa.
Em entrevista à imprensa, o prefeito já havia dito que gostaria que o gestor permanecesse a frente da Pasta. O secretário é considerado uma peça-chave nas ações da pasta, especialmente na retomada de programas voltados à qualificação profissional e incentivo ao pequeno produtor rural.
O nome de Felipe Corrêa era aguardado como o próximo a assumir uma das duas cadeiras abertas na Câmara de Cuiabá após o afastamento dos vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson, também por ordem da Justiça, no âmbito da Operação Capistrum. A medida atinge diretamente os dois parlamentares, investigados por supostas irregularidades
A substituição provisória segue os trâmites legais da Casa de Leis, que prevê a convocação dos suplentes em caso de afastamentos, respeitando a ordem de votação. O primeiro suplente, no caso de Chico 2000, é Felipe Corrêa, que optou por não assumir. Assim, a convocação recaiu sobre o nome seguinte da lista.
Já a vaga deixada por Sargento Joelson deverá ser preenchida por Gustavo Padilha, do PSB, primeiro suplente do partido.
Operação Perfídia
A Operação Perfídia, deflagrada nesta terça-feira (29) pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB). Segundo as investigações, os parlamentares teriam exigido propina de uma construtora responsável por obras no Contorno Leste de Cuiabá, em troca da aprovação de um projeto de lei que beneficiaria a empresa.
A empresa em questão, HB20 Construções, possui um contrato de R$ 125 milhões com o município de Cuiabá para a execução das obras do Contorno Leste. De acordo com informações apuradas, os vereadores teriam solicitado pagamentos em dinheiro e por meio de transferências bancárias, com negociações ocorrendo dentro das dependências da Câmara Municipal. A Polícia Civil recolheu imagens das câmeras de segurança da Casa Legislativa para auxiliar nas investigações.
A denúncia que deu origem à operação teria sido feita pelo atual prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), quando ainda exercia o mandato de deputado federal.
Sargento Joelson, um dos alvos da operação e opositor político de Abílio, afirmou em nota que a denúncia partiu do prefeito e que ainda não teve acesso ao teor da investigação, que tramita em segredo de justiça.
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