Política
Abílio diz que vai pôr fim à ingerência política na área da Saúde
O candidato a prefeito de Cuiabá Abílio Brunini (PL) afirmou nesta terça-feira (15) que, caso eleito, acabará com a ingerência política na área da Saúde.

Quero que você saiba que não estará mais sendo ameaçado pelos servidores ligados ao grupo do Adevair Cabral
Segundo ele, vereadores comumente fazem pressão sobre os servidores do setor em busca de apoio político. Ele citou como exemplo o vereador reeleito Adevair Cabral (Solidariedade), diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (SISPUMC).
“Muitos servidores querem fazer um bom trabalho, querem trazer um bom resultado, mas, às vezes, um vereador ou outro fica pressionando aquele servidor a fazer campanha política, prejudicando até a Saúde do trabalhador. Então, isso tem que acabar, essa ingerência política na Saúde de Cuiabá”, disse.
“Se tiver algum servidor da Saúde me ouvindo agora, quero que você saiba que não estará mais sendo ameaçado pelos servidores ligados ao grupo do Adevair Cabral. O vereador Adevair Cabral não vai mais ameaçar servidor na Saúde de Cuiabá”, disse, em entrevista à rádio Centro América.
O candidato também prometeu que, caso seja eleito, demitir o indicado político de Adevair, Gilson Guimarães de Sousa, que atualmente trabalha na Atenção Básica como coordenador técnico de supervisão da Regional Norte.
Na época da intervenção do Estado na Saúde Municipal, Gilson foi exonerado junto com outros 47 servidores, mas retornou assim que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) reassumiu o controle da Pasta.
Gilson também foi um dos alvos da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) em uma investigação sobre organização criminosa e peculato na Saúde de Cuiabá, que ocorreu em fevereiro deste ano.
“Nós vamos mandar embora o Gilson, que entendo que é um dos grandes problemas na Saúde de Cuiabá, e nós vamos afastar o vereador Adevair de qualquer ligação com a Secretaria de Saúde”, afirmou.
Sem demissões
Abílio também afirmou que não vai demitir servidores que foram indicados por políticos, pois, primeiro, quer fazer uma avaliação do trabalho de cada um.
“Todos os funcionários que hoje estão lá, às vezes até por indicação política, podem ficar tranquilos, vocês continuaram trabalhando e nós vamos avaliar o desempenho de cada um, o trabalho de cada um, e vamos reconhecer a colaboração desses servidores”, disse.
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