Judiciario

Advogado cita “constrangimento ilegal” e pede soltura; juíza nega

Avatar photo

Published

on


A juíza Henriqueta Fernanda C. A. F. de Lima, do Núcleo do Juiz de Garantias de Cuiabá, negou revogar a prisão preventiva do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, em Várzea Grande.

 

Tais elementos revelam a gravidade concreta da conduta praticada e justificam plenamente a manutenção da prisão preventiva

Paulo está preso desde o dia 20 de janeiro, quando ocorreu o acidente, na Avenida da FEB.

 

 

A defesa do advogado solicitou o relaxamento da prisão e a aplicação de medidas cautelares, alegando que o Ministério Público Estadual (MPE) não ofereceu denúncia dentro do prazo de 40 dias após a conclusão do inquérito policial, ocorrida em 29 de janeiro, o que configuraria “constrangimento ilegal”.

 

O pedido, no entanto, foi negado pela magistrada, que ressaltou o histórico de Paulo e afirmou que a prisão do advogado ocorreu de maneira legal, sendo posteriormente homologada para garantir a ordem pública e a aplicação da lei.

 

“Tais elementos revelam a gravidade concreta da conduta praticada e justificam plenamente a manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública e assegurar a correta aplicação da lei penal”, afirmou a magistrada.

 

Ela ainda ressaltou que o pedido de revogação da prisão preventiva já havia sido solicitado em 17 de março e que, desde então, não houve “qualquer alteração fática que justifique a modificação do entendimento adotado”.

 

Sobre a alegação de constrangimento ilegal, a juíza destacou que o pedido “não merece acolhida”, uma vez que há um conflito de competência para definir se o caso deve ser julgado pelo Tribunal do Júri como homicídio doloso, e que aguarda a decisão do Tribunal de Justiça.

 

“A alegação de excesso de prazo para oferecimento da denúncia não se sustenta diante da regular tramitação do feito e da pendência de solução do conflito de competência suscitado pelo Ministério Público”, declarou a magistrada.

 

Recidência

 

Paulo já foi condenado a 19 anos de prisão por matar a amante, que foi decapitada em Juscimeira. O crime ocorreu em 2004 e teve como vítima a estudante de fisioterapia Rosimeire Maria da Silva, de 25 anos.

 

À época do crime, Paulo usava o nome falso de Francisco Vaccani e já era procurado pela polícia por ter matado, com um tiro na nuca, o delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998, no Rio de Janeiro.

 

Leia mais:

 

Juíza cita “gravidade” e nega soltar advogado que matou idosa

 

Advogado condenado por assassinato pode ser excluído da OAB

 

Advogado diz que passou mal antes de acidente: “Só vi um vulto”

 

Polícia prende motorista que atropelou idosa na FEB e tentou fugir

 

Vídeo mostra idosa sendo atropelada e tendo corpo partido em VG

 

Motorista fugiu e foi interceptado por policial à paisana; veja vídeo

 

Acidente mata mulher na Avenida da FEB; corpo partiu ao meio

 

Advogado preso já foi condenado por matar amante e delegado





Fonte: Mídianews

Comentários
Continue Reading
Advertisement

CIDADES

Advertisement

POLÍTICA

Advertisement

POLÍTICA

Advertisement

MATO-GROSSO

Advertisement

GRANDE CUIABÁ

As mais lidas da semana