Judiciario
Após 9 anos, PM condenado por matar estudante é preso em Cuiabá
O policial militar Edivaldo Júnior Rodrigues Marques de Souza, condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato da universitária Adriele da Silva Muniz, de 25 anos, em 2016, em Cuiabá, foi preso nesta quarta-feira (10); Ele será encaminhado a Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães.
A condenação de Edivaldo foi proferida em júri popular no dia 6 de junho de 2023. Desde então, ele respondia ao processo em liberdade. No último dia 5 de agosto, a decisão transitou em julgado, e a sentença mantida.
Assim, foi expedida a ordem de prisão para dar início à execução da pena. Em audiência de custódia na quarta, a juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, reconheceu a medida e determinou a perda do cargo, seguindo a sentença.
“Portanto, a prisão é legal, decorrente de sentença condenatória transitada em julgado, a fim de que o réu, estando agora recolhido em uma das unidades prisionais deste Estado, inicie o cumprimento da pena imposta, no regime inicialmente fechado, nos moldes do artigo 283 do CPP, com a redação trazida pela Lei nº 13.964/19”, escreveu a juíza.
O crime
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Adriele estava de passageira em um Fiat Palio, que ainda tinha como ocupantes seu namorado e amigos. O grupo voltava de uma festa de aniversário no bairro Duque de Caxias.
Quando trafegava pela avenida Issac Póvoas, o condutor do Palio, ao fazer uma ultrapassagem, bateu no retrovisor do Honda Fit conduzido pelo policial militar. Após isso, teria havido discussão entre eles, mas os veículos seguiram pela via.
Inconformado, Edivaldo teria perseguido o carro onde estavam os amigos, e disparado diversas vezes na direção do veículo. Um dos tiros atingiu Adriele nas costas. Ela chegou a ser levada ao Pronto Socorro, mas não resistiu.
Veja o vídeo:
Investigação durou quatro anos
A Polícia Civil só conseguiu chegar ao autor do disparo após quatro anos de investigação. O inquérito foi concluído em 2021, após diversas diligências, assim como cruzamento de informações, análise de inúmeras câmeras de segurança, depoimentos e laudos.
Em um primeiro depoimento na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o PM negou qualquer envolvimento no crime. Dias depois, no entanto, confessou a autoria dos disparos, mas alegou que agiu em legítima defesa.
Ele declarou que atirou contra o carro onde estava Adriele porque sofreu uma tentativa de assalto.
Contudo, as provas comprovaram que em momento algum as vítimas esboçaram qualquer ato que pusesse em perigo de vida o casal que estava no Honda Fit, assim como os ocupantes do Palio não desceram do veículo durante o trajeto apurado.
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