Cidades
Após impasse, camelôs ganham novo prazo para desocupar tendas em Cuiabá
Após impasse, a Associação dos Camelôs do Shopping Popular decidiu estender o prazo de desocupação das tendas improvisadas na Avenida Carmindo de Campos, em Cuiabá, para esta sexta-feira (06). A avenida era para ter sido desocupada nessa segunda (02), quando os comerciantes terminariam a mudança para a estrutura provisória no estacionamento do antigo complexo.
Rodinei Crescêncio

No entanto, houve resistência de parte dos camelôs, que alegou taxas muito altas cobradas no aluguel dos contêineres. Segundo o presidente da associação, Misael Galvão, outros alegaram que o prazo dado para a instalação nos contêineres não foi suficiente.
Misael chegou a enviar um ofício para a Prefeitura de Cuiabá, pedindo apoio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) e da Secretaria de Ordem Pública na tarefa de desocupação nessa terça-feira (03), visto que alguns lojistas se recusaram a deixar as tendas. A empresa que emprestou as tendas chegou a ir para fazer a desmontagem, mas após o impasse, ficou acordado que o novo prazo para a desmontagem das tendas será sexta-feira.
Enquanto isso, algumas lojas já começaram os atendimentos nos contêineres da estrutura provisória.
“Estamos focando em terminar essa transição. Os associados já tem pronto o espaço adequado para o funcionamento e precisamos devolver o que pegamos emprestado da população, precisamos devolver para a comunidade o complexo Dom Aquino, para quem utiliza esse espaço, devolver a Avenida Carmindo de Campos para o trânsito voltar a fluir. Precisamos fazer nosso papel e recomeçar. Nesse espaço provisório, a associação terá o trabalho de gestão. As ruas e calçadas são controladas pela prefeitura”, explica Misael.
Rodinei Crescêncio

Contêineres
Os lojistas estão nas tendas improvisadas desde julho deste ano, quando o Shopping Popular foi destruído por um grande incêndio. Os camelôs começaram a fazer a mudança para a estrutura provisória de funcionamento na semana passada, com a instalação dos móveis e prateleiras em cada box. A expectativa era de que nessa segunda-feira (02), todos os lojistas já estivessem atendendo nos contêineres no barracão próximo a antiga estrutura. No entanto, com a resistência, muitos não se mudaram.
Serão 600 bancas, a mesma quantidade do prédio antigo. Cada contêiner será para três bancas. A estrutura metálica, coberta com lona e climatizada, foi alugada pela Associação dos Camelôs por R$ 1,7 milhão, pelo período de um ano. A parte interna de cada banca será responsabilidade dos próprios lojistas. Já a estrutura definitiva ainda não tem previsão. A Associação busca recursos federais e aguarda uma resposta do BNDES.
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