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aprovado PL que homenageia ilustre cidadã tangaraense — Câmara Municipal de Tangará da Serra

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A Casa de Leis apreciou em sessão ordinária realizada na terça-feira, 14 de abril, o Projeto de Lei nº 74/2026, de autoria do vereador Edmilson Porfírio, que dispõe sobre a nominação da Rua 26 no bairro Buritis II para “Rua Emilie Misakova Slavik”.

O projeto foi aprovado por unanimidade, com 13 votos favoráveis, e agora segue para a sanção do Executivo Municipal.

BIOGRAFIA

Em 1976, mais precisamente, dia 25 de agosto do referido ano, Emille Misakova Slavik, natural da Tchecoslováquia, juntamente com seu esposo, Josef Slavik e quatro dos seus sete filhos (José Carlos Slavik, in memorian, Sonia Slavik, Ireny Slavik e Paulo Slavik) chegaram em Tangará da Serra, MT. Esposa, mãe, uma mulher desafiadora e com uma coragem para o trabalho quase indizível para o gênero. No estado do Paraná, era essa mulher responsável pelo cuidado do lar, da educação dos filhos, cozinhar para os trabalhadores contratados para a manutenção do cafezal, da ordenha e da produção dos derivados do leite (manteiga e queijo) que eram posteriormente vendidos na pequena cidade. Emille e Josef saíram do Paraná, do município de Ivaté onde tinham uma propriedade denominada Fazenda Casa Branca, local onde foram plantados 60.000 pés de café e que a geada negra de 18 de julho de 1975 dizimou. Esse foi o principal motivo que a fez juntamente com a família migrar para Tangará da Serra – Mato Grosso. Em Tangará da Serra compraram uma propriedade na Gleba Triângulo, de mata fechada e que lhe deu muitas horas de serviços na cozinha, no cozimento de alimentos para as refeições dos trabalhadores, que estavam abrindo a área para o plantio de arroz, de feijão e também de café. Portanto, sua jornada de trabalho não foi menor. Em seu novo endereço, ao contrário de outrora, sua jornada era extenuante para os olhos de quem a observava, lidas infindáveis. E assim seguiu sua luta, sua demonstração de coragem e determinação. Nessa labuta, foi surgindo a Fazenda Casa Branca (mesmo nome da Fazenda no Estado do Paraná) que ainda continua com a família Slavik e que foi por ela administrada, pois, no ano de 1987, o marido da Mesma foi acometido com graves problemas de saúde e uma dessas comorbidades o levou a uma amputação de um dos seus pés. Diante do infortúnio, da limitação do seu marido, coube a ela toda responsabilidade de gerenciar a Fazenda e um sítio na Linha Doze e a casa na cidade. “Dona Emília”, assim, todos a chamavam, era uma mulher para além da sua época, lia muito, gostava de músicas clássicas (Beethoven, Sebastian Bach, Frédéric Chopin, Vivaldi, Tchaikovski), transitava em todos os lugares. Devido aos inúmeros compromissos econômicos e sociais que lhe foram outorgados e toda a responsabilidade de gerenciar a Fazenda e um sítio na Linha Doze, a casa na cidade (principalmente após o infortúnio sofrido pelo Esposo), a convivência e negociações com Instituições financeiras, e, sendo a Sra. Emille ainda não naturalizada brasileira, a mesma se viu obrigada a naturalizar-se. Assim sendo, por intermédio do ex deputado Antônio Porfírio de Brito, requereu a naturalização.

Seu nome permanece marcado na memória de familiares, amigos e de todos que reconhecem sua importante participação no progresso da cidade.

 

 

 

Faynystton Missio – Assistente de Imprensa





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