Economia
Cesta básica volta a registrar alta na segunda semana de julho e chega a R$ 880 em Cuiabá
Após a forte queda observada na primeira semana de julho, a cesta básica em Cuiabá apresentou, na segunda semana do mês, leve alta de 0,96% no preço, elevando o custo médio da lista de mantimentos para R$ 879,37. Segundo análise do Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a sequência de quedas observada nas semanas anteriores não se consolidou em razão da elevada volatilidade e heterogeneidade no comportamento dos alimentos.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), também destacou a volatilidade dos alimentos, que acabou impactando o preço da cesta básica e mantendo o valor atual 4,88% acima dos R$ 838,47 registrados no mesmo período do ano passado.
“As variações observadas reforçam que a inflação dos alimentos continua sendo influenciada por fatores específicos de cada cadeia produtiva, com a sazonalidade, as condições climáticas e a qualidade das colheitas determinando o comportamento dos preços.”
É o caso do tomate que, em razão do avanço da safra aliado à menor qualidade dos frutos, segue como destaque entre os itens com maior queda, registrando variação semanal de 5,18% e preço médio de R$ 8,88/kg. Em comparação ao mesmo período de 2025, o preço atual está 8,66% menor.
Em contrapartida, a banana foi um dos itens que registraram as maiores altas, com acréscimo de 4,72% no preço, chegando ao valor médio de R$ 8,02/kg. O clima mais ameno favorece uma maturação mais lenta dos frutos, o que pode ter contribuído para a redução da quantidade disponível, impactando o preço ao consumidor final.
Outro item que voltou a registrar redução foi o café, que acumula baixa pela quarta semana consecutiva. Desta vez, o produto apresentou variação negativa de 4,25%, alcançando o preço médio de R$ 27,82/500 g. A safra atual tem registrado bons resultados nas principais zonas produtoras, elevando as expectativas do mercado e contribuindo para a redução dos preços.
Além do tomate, a banana e o café também apresentam preços inferiores aos registrados no mesmo período do ano passado, com recuos de 4,26% e 18,80%, respectivamente.
Apesar disso, o presidente da Federação explicou que: “Mesmo com o recuo expressivo de certos produtos, as altas concentradas em itens como banana, carne bovina, leite e feijão foram suficientes para reverter a queda da semana anterior e elevar novamente o custo da cesta básica.”
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