Polícia
Condenado por chacina e homicídio morre após reagir à prisão durante operação em Cuiabá
Conteúdo/ODOC – Um homem identificado como Wellington Bispo Pereira, de 50 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (23) durante uma operação da Polícia Civil na região do Coxipó da Ponte, em Cuiabá.
Segundo a Polícia Civil, Wellington era considerado de alta periculosidade, apontado como integrante de uma facção criminosa e condenado por participação em uma chacina e por um homicídio em Cuiabá.
A ação foi realizada por equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), em apoio à Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
De acordo com a Polícia Civil, os agentes entraram na residência após se identificarem e determinarem que o suspeito se rendesse.
Wellington, no entanto, teria desobedecido às ordens e foi localizado em um dos quartos portando uma arma de fogo. Diante da situação, os policiais efetuaram disparos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Wellington morreu no local.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Corregedoria da Polícia Civil acompanharam a ocorrência. A arma e as munições que estavam com o suspeito foram apreendidas.
Histórico criminal
Conforme informações do Ministério Público de Mato Grosso, Wellington acumulava duas condenações por homicídio.
A mais recente foi em 2012, quando recebeu pena de 18 anos de prisão pelo assassinato de Joel Antônio Gonçalves, de 41 anos, cometido em 28 de junho de 2011, no Residencial Sucuri, em Cuiabá.
Segundo a denúncia, Joel saiu de casa após ouvir uma discussão na rua e encontrou Wellington, com quem mantinha um antigo desentendimento. Depois de alguns minutos de conversa, o suspeito atirou no rosto da vítima, que morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. O Ministério Público apontou que o crime foi motivado por desavenças envolvendo a companheira de Wellington e a esposa de Joel.
Antes disso, Wellington já havia sido condenado por participação em uma chacina ocorrida em Cuiabá, em 1994, permanecendo preso por 15 anos. O homicídio de Joel foi cometido poucos meses após ele obter progressão de regime referente à condenação pela chacina.
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