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Defesa cita sarna de Carlinhos e tenta anular novo júri; juíza reage

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A defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, tentou novamente impedir o início do julgamento nesta sexta-feira (31), no Fórum de Cuiabá. 

Estou no Tribunal do Júri há mais 21 anos em Cuiabá e nunca cerceei a defesa de ninguém

 

O advogado Elson Marcelino da Silva alegou irregularidades no processo, afirmou que o réu está com sarna e pediu até a mudança do plenário onde ocorre a sessão. 

 

Os requerimentos, porém, foram rejeitados pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que afirmou que o estado de saúde do acusado não impede sua participação no júri e negou qualquer cerceamento do direito de defesa.

 

No início da sessão, Elson Marcelino afirmou que a defesa recebeu apenas na quinta-feira (30) a resposta a um requerimento oral apresentado no último dia 21, o que, segundo ele, impediu a apresentação de contrarrazões dentro do prazo.

 

O advogado também informou que Carlinhos está com sarna e pediu que o julgamento fosse transferido para outro plenário. O Ministério Público se manifestou contra o pedido e sustentou que não havia laudo médico que justificasse a medida.

 

Ao analisar os requerimentos, Mônica Perri afirmou que o último exame médico aponta que o empresário está em bom estado geral e apto a participar do julgamento. Sobre a sarna, disse que a doença pode ser tratada no sistema prisional e não compromete a realização da sessão.

 

A magistrada também rebateu as alegações de falta de acesso aos documentos e afirmou que todos os atos constam em ata. Ela lembrou ainda que o julgamento chegou a ser adiado no início do mês justamente para assegurar à defesa o acesso aos documentos do processo.

 

“Estou no Tribunal do Júri há mais 21 anos em Cuiabá e nunca cerceei a defesa de ninguém. Eu estou aqui para ser o mais imparcial possível”. 

 

Após indeferir todos os pedidos, a juíza perguntou aos advogados se eles pretendiam abandonar novamente o plenário caso entendessem haver prejuízo à defesa. Eles responderam que poderiam fazê-lo.

 

Reprodução

Carlinhos bezerra e corpo

O empresário Carlos Bezerra (detalhe), que matou casal em Cuiabá

Na sequência, Mônica Perri questionou Carlinhos se ele desejava ser representado pela Defensoria Pública ou manter seus advogados particulares. O empresário optou por permanecer com Elson Marcelino e os demais defensores, e a Defensoria foi dispensada.

 

Em seguida, teve início o sorteio dos jurados. O julgamento é aberto ao público, mas a imprensa não tem permissão para fazer imagens. 

 

O crime

 

Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), Carlinhos é réu confesso pelos assassinatos da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, no Bairro Consil, em Cuiabá.

 

Na ocasião, Thays e Willian haviam acabado de deixar um veículo na garagem do prédio onde mora a mãe dela e aguardavam um carro de aplicativo quando foram surpreendidos pelo empresário, que chegou dirigindo um Renault Kwid e efetuou diversos disparos.

 

De acordo com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thays foi atingida por três tiros, sendo dois nas costas e um no quadril. Willian foi baleado no braço esquerdo e no peito.

 

À época, Thays era servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), enquanto Willian era empresário em São Paulo.

 

Leia mais: 

 

Após fracassos da defesa, Carlinhos será julgado nesta sexta

 





Fonte: Mídianews

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