Judiciario
Delegado: caseiro se vangloriou de assassinato em churrasco
O delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva se vangloriou de ter matado o advogado Renato Nery durante um churrasco.

Segundo a testemunha, ele comenta, sim, sobre o que ele teria feito, que teria dado certo
A declaração foi dada nesta quarta-feira (15), durante o júri popular do réu, no Fórum de Cuiabá. O delegado foi ouvido como testemunha do Ministério Público Estadual (MPE).
Durante a oitiva, promotor de Justiça Rodrigo Domingos questionou o delegado: “O Alex confessou a prática delituosa?”.
“Segundo a testemunha, ele comenta, sim, sobre o que ele teria feito, que teria dado certo”, respondeu Bruno Abreu.
Na sequência, o promotor perguntou ao delegado sobre outro trecho do depoimento prestado por Lívia Moreira Gomes Nery, filha da vítima, no qual ela relatou que Alex teria se vangloriado de ter acertado Renato Nery.
“A depoente Lívia falou que, em determinado momento, o Alex se vangloriava de ter acertado a vítima, que a arma fazia disparo em rajada. Foi nesse momento que ele fez essa afirmação?”, questionou.
“Não, foi depois, na casa do Heron, em um churrasco”, respondeu o delegado.
O promotor ainda perguntou se, nesse encontro, Alex e os demais envolvidos passaram a tratar abertamente da execução.
“Sim”, respondeu Bruno Abreu.
De acordo com os depoimentos colhidos durante a investigação, o encontro ocorreu após uma viagem de retorno de Barão de Melgaço e reuniu Alex Roberto, o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira e a testemunha.
Ainda de acordo com o delegado, Alex mandava mensagens aos amigos também se vangloriando da amizade com os militares.
Umas das mensagens ele dizia que ele iria para uma missão com os policiais militares durante a madrugada.
O caso
Alex Roberto de Queiroz Silva é apontado pelo Ministério Público como o autor dos disparos que mataram o advogado Renato Nery em 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.
Segundo a denúncia, o homicídio foi motivado por uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural em Novo São Joaquim. A acusação sustenta que a atuação do advogado contrariou interesses econômicos do casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, apontados como mandantes do crime.
Conforme as investigações, para viabilizar a execução, o casal teria contratado os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira, responsáveis por organizar o homicídio, recrutar o executor, intermediar os pagamentos e fornecer a arma utilizada no crime.
Além de Alex, Julinere, César e os três policiais militares permanecem presos preventivamente e também responderão por homicídio qualificado perante o Tribunal do Júri.
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