Polícia
Dois dos três mortos em queda de aeronave em Mato Grosso seriam paraguaios
Conteúdo/ODOC – Dois dos três homens que morreram carbonizados na queda de um avião, na última quinta-feira (10), em Água Boa, seriam paraguaios. A Polícia Civil chegou aos possíveis nomes das vítimas e repassou as informações à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que trabalha na confirmação das identidades.
O terceiro ocupante seria brasileiro e, conforme já noticiado, havia adquirido o Cessna de prefixo N401NA cerca de quatro meses antes do acidente. A aeronave, porém, não havia sido regularizada junto às autoridades brasileiras de aviação.
Segundo o gerente da Politec de Água Boa, Paulo Barbosa, a Polícia Civil também localizou familiares dos possíveis ocupantes e forneceu os contatos à perícia.
“A Polícia Judiciária Civil conseguiu apresentar os possíveis nomes dos integrantes dessa aeronave. Trata-se de um brasileiro e dois paraguaios. E também indicou o contato desses familiares. Nós já começamos a conversar com eles”, afirmou.
Os corpos foram encaminhados a Cuiabá para agilizar o processo de identificação. Na Capital, será feita a coleta de material genético para confronto de DNA com amostras fornecidas pelos familiares.
“Por achar que seria mais fácil, nós encaminhamos esses corpos para nossa diretoria metropolitana em Cuiabá. Então já está sendo feito um alinhamento para coleta desse material de referência, para que possa ser feito o confronto para identificar essas vítimas”, explicou Barbosa.
Aeronave irregular
O Cessna estava com a documentação irregular e, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), permanecia havia cinco anos com as cadernetas desatualizadas e sem inspeção.
Diante da situação, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) decidiu não abrir investigação para apurar as causas da queda no âmbito do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer).
Em nota, a FAB informou que a legislação permite ao Cenipa não instaurar ou interromper uma investigação quando houver indícios de ato ilícito doloso ou quando a apuração não tiver potencial de contribuir para a prevenção de novos acidentes.
“Dessa forma, após avaliação técnica dos investigadores do CENIPA, o evento envolvendo uma aeronave, ocorrido no dia 10 de setembro de 2026, em Água Boa (MT), não será investigado no âmbito do SIPAER”, diz trecho da nota.
Histórico com cocaína
A aeronave envolvida no acidente já havia sido apreendida pela Polícia Federal em 2017, em Goiânia (GO), com ao menos 67 quilos de cocaína.
Na ocasião, os irmãos gêmeos espanhóis José Luís e Juan Carlos Rivera Diaz foram presos em flagrante. O prefixo N401NA consta em documentos do processo que tramitou na 5ª Vara Federal de Goiânia contra os dois.
Apesar do histórico, o delegado Carlos Alberto Silva, da Delegacia de Água Boa, afirmou que, até o momento, não há indícios de que o avião transportasse drogas ou qualquer outra carga ilícita no momento da queda.
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