Judiciario
Em audiência, réu chora por morte de mãe, mas juíza nega soltura
O instrutor de tiro Hedilerson Fialho Martins Barbosa, réu pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, passou pela segunda audiência de instrução na tarde desta terça-feira (10), na 12ª Vara Criminal de Cuiabá, e teve seu pedido de soltura negado pela juíza Anna Paula Gomes de Freitas.

Minha mãe faleceu ontem… Desculpa. Minha mãe faleceu ontem, e hoje às 16h vai ser o enterro dela… Desculpa
Zampieri foi morto em dezembro do ano passado, em Cuiabá.
Durante a audiência, o instrutor, acusado de ser o intermediário do crime, manteve estratégia de responder somente às perguntas da defesa. Já no final de seu depoimento, ele chorou em frente à magistrada ao contar sobre a morte de sua mãe, ocorrida na segunda-feira (9).
“Minha mãe faleceu ontem… Desculpa. Minha mãe faleceu ontem, e hoje às 16h vai ser o enterro dela… Desculpa”, disse ele à juíza.
O novo interrogatório, determinado pela magistrada no dia 28 de agosto, se deu após um pedido da defesa de Hedilerson, que alegou não ter obtido acesso ao relatório técnico da extração de dados do celular do coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini, também réu no caso, no dia do primeiro interrogatório, em 22 de julho.
Etevaldo, Hedilerson e o pistoleiro Antônio Gomes da Silva, réu confesso, respondem juntos à ação penal que investiga o homicídio do advogado.
“Como um pai”
Enquanto respondia aos questionamentos da defesa sobre seu envolvimento com o coronel Etevaldo, acusado de ter sido o financiador do homicídio, Hedilerson o chamou de “pai”.
“Minha família não tem muito conhecimento jurídico, e o coronel [Evtevaldo] Caçadini é um amigo meu. Nós temos uma certa amizade, e ele é igual um pai pra mim. Como se fosse um pai. Me ajudou muito com questão de indicação de pessoas na minha área de atuação”.
Recambiamento negado
Durante a audiência, a defesa do coronel Etevaldo voltou a solicitar a transferência do réu para o Comando da 4ª Região Militar, em Belo Horizonte (MG), e o pedido foi novamente negado pela juíza Anna Paula.
Etevaldo está preso no 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cuiabá.
O crime
Zampieri foi assassinado no dia 5 de dezembro de 2023 em frente de seu escritório, no bairro Bosque da Saúde.
Ele havia acabado de sair do escritório e entrado em seu Fiat Toro, quando foi atingido por dez disparos de pistola.
Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva foram denunciados e se tornaram réus pelo crime de homicídio quadriplamente qualificado. Eles estão preso.
Já o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo foi indiciado pela Polícia Civil por ser o suposto mandante do crime. Ele responde um processo separado e cumpre apenas medidas cautelares.
A suspeita é de que o crime teria sido cometido por conflito envolvendo disputa de terra.
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