Política

Emanuel quer empréstimo de R$ 139 milhões; Câmara autoriza

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A Câmara de Cuiabá aprovou, por 16 votos a quatro, a autorização para que a Prefeitura de Cuiabá contraia um empréstimo junto ao Banco do Brasil no valor de R$ 139 milhões.

 

A votação ocorreu no início da tarde desta terça-feira (16), sob protesto da oposição – veja placar abaixo.

 

O recurso, de acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), autor da Mensagem, será destinado às obras do Contorno Leste; à conclusão da reforma do Mercado do Porto; pavimentação de vias da Capital e a instalação de placas solares (usinas fotovoltaicas).  

 

O texto detalha que R$ 75 milhões serão exclusivos para garantir a “eficiência energética com instalação de usinas fotovoltaicas”. Outros R$ 50 milhões serão destinados ao Contorno Leste, via que ligará o Distrito Indústrial até a MT-251, saída para Chapada dos Guimarães.

 

Outros R$ 9,5 milhões serão para asfaltar as ruas da Capital, e R$ 4,5 milhões para concluir as obras do Mercado Municipal, no bairro Porto.

 

“Prefeito Kamikaze”

 

Os vereadores de oposição se manifestaram contra a aprovação alegando a quebradeira no caixa da Prefeitura sob a gestão Emanuel. O vereador Fellipe Corrêa (PL) afirmou que prefeito deixará de herança ao próximo gestor uma dívida de cerca de R$ 2 bilhões.

 

Ele ainda classificou o gestor como “kamikaze”, uma referência a pilotos japoneses que, na 2ª Guerra Mundial, se matavam durante o ataque

ao oponente.

 

“Só em 2022 mais de R$ 300 milhões foram deixados [de dívida] de um ano para o outro. Isso somado ano após ano de irresponsabilidade financeira, estamos finalizando a gestão com quase R$ 2 bilhões em dívidas. Eu não vou assinar autorização de empréstimo para esse prefeito kamikaze. Ele não pode destruir com as condições financeiras dessa cidade”, disse o parlamentar.

 

As vereadoras Michelly Alencar (União) e Maysa Leão (Republicano) também se manifestaram contra a proposta. “Não falta dinheiro em Cuiabá. No Mercado do Porto, por exemplo, foram gastos R$ 14 milhões. Recurso mal gasto, que escorreu pelo ralo”, criticou Maysa.

Dilemário Alencar (União), que também é oposição, afirmou que o recurso deverá ser gerido pelo próximo prefeito da Capital. 

 

“Casa essa casa aprove, quem vai executar esses recursos será o futuro prefeito de Cuiabá”, disse Dilemário. O mandato de Emanuel termina dia 31 de dezembro.

O financiamento

 

O financiamento ocorrerá por meio do programa BB Eficiência Municipal e terá prazo para ser pago em 120 meses, ou seja, 10 anos. Haverá 12 meses de carência.

Os juros serão calculados pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 7% ao ano.

 

Veja como votaram:

 

 





Fonte: Mídianews

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