Judiciario
Homem que matou e arrastou corpo de mulher vai a júri nesta terça
O réu Wellington Honorato dos Santos será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (26), em Sinop. Ele é acusado de matar e arrastar o corpo de Bruna de Oliveira, na madrugada de 2 de junho de 2024, após desentendimento pela venda de um ventilador.
O julgamento será presidido pela juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, e terá início às 8h30, no Fórum da Comarca Municipal. O réu responde por homicídio qualificado, além de destruição, subtração e ocultação de cadáver.
Conforme determinação da magistrada, foi proibida a transmissão em tempo real do julgamento. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) será o único órgão autorizado a realizar gravações de áudio e vídeo da sessão plenária, e o material será posteriormente disponibilizado aos demais veículos de comunicação.
Segundo investigação da Polícia Civil, após matar Bruna, Wellington usou uma corrente para amarrar a vítima pelo pescoço em uma motocicleta, e a arrastou por cerca de três quadras até desová-la em um valetão. O momento foi registrado por câmeras de segurança e chocou a população.
Preocupados com Bruna, familiares entraram em contato com Wellington, que disse que afirmou ter deixado a vítima em casa, por volta das 22h. Horas depois, os parentes da vítima foram até a casa dele, quando constataram que ele havia se mudado.
Do lado de fora do apartamento, perceberam que havia sangue pelo chão, embora já tivesse sido jogada água na tentativa de limpar. Desconfiado do que pudesse ter ocorrido, o irmão da vítima passou a procurar por ela nas proximidades, quando encontrou o corpo jogado na valeta.
Assim, os policiais buscaram por câmeras de segurança, momento em que viram as imagens de Wellington arrastando o corpo da vítima pela rua, e que o réu se mudou de sua quitinete por volta das 5h do dia do crime.
O vídeo da mudança mostra que Wellington contratou um caminhão de frete, e fugiu para Nova Maringá. Ele foi preso no dia 3 de junho de 2024, ocasião em que assumiu a autoria do crime.
A delegada Renata Evangelista, da Delegacia da Mulher de Sinop, que investigou o caso, informou que durante o depoimento, Wellington alegou que teria consumido cocaína e álcool com a vítima, e após uma discussão ele teria voado no pescoço dela com as duas mãos, lançado ela ao chão e batido a cabeça dela até ela desfalecer.
Ainda de acordo com a delegada, quando percebeu que tinha matado Bruna, ele decidiu tirar o corpo da casa, momento em que teve a “ideia” de pegar uma corda que estava na casa, que, segundo ele, foi o que causou o sinal de esgorjamento constatado na perícia.
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