Judiciario
Homem que matou e enterrou empresária pega 31 anos de prisão
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta terça-feira (20), Jackson Pinto da Silva a 31 anos e três dias de reclusão por matar e enterrar a esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, no quintal de uma casa, em Cuiabá.
A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Jackson foi condenado pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime praticados contra a esposa.
O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes denunciados. A juíza presidente do Tribunal do Júri, Mônica Catarina Perri Siqueira, fixou a pena em 31 anos e três dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de um mês e três dias de detenção, em regime aberto.
Além das penas privativas de liberdade, a magistrada determinou o pagamento de 15 dias-multa e fixou indenização equivalente a 50 salários mínimos, a ser paga aos sucessores da vítima como reparação mínima pelos danos causados.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 4 de maio de 2026, na residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, na Capital.
Segundo as investigações, Jackson matou a vítima por asfixia mecânica enquanto ela dormia, o que teria impossibilitado qualquer reação defensiva.
Reprodução

Júri foi presidido pela juíza presidente do Tribunal do Júri, Mônica Catarina Perri Siqueira
De acordo com a acusação, o feminicídio foi praticado em um contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e envolveu menosprezo à condição feminina.
A denúncia apontou ainda que o crime teve motivação patrimonial, uma vez que o réu teria adotado medidas para assumir o controle dos bens e dos recursos financeiros da vítima, inclusive realizando movimentações bancárias em benefício próprio.
Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que, após matar a esposa, Jackson transportou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima e o enterrou com o auxílio de maquinário previamente contratado, sob a justificativa de que seriam realizadas obras no local.
A conduta caracterizou o crime de ocultação de cadáver.
A acusação também sustentou que o réu tentou dificultar a descoberta da verdade ao retirar equipamentos de armazenamento de imagens da residência e criar uma falsa narrativa para simular o desaparecimento da vítima.
Conforme as investigações, ele utilizou o celular de Nilza para enviar mensagens a familiares, simulando uma situação de sequestro e exigindo o pagamento de resgate.
Além disso, Jackson compareceu à polícia para registrar uma ocorrência com informações falsas. A versão apresentada, entretanto, foi confrontada com as provas reunidas durante a investigação, o que permitiu esclarecer a dinâmica do crime e localizar o corpo da vítima.
Ao sustentar a acusação em plenário, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva defendeu a condenação do réu pelos crimes denunciados. A tese foi acolhida pelos jurados que integraram o Conselho de Sentença.
Leia mais:
TJ derruba sigilo de ação contra acusado de matar empresária
Justiça marca júri de marido acusado de assassinar empresária
Justiça mantém prisão e manda marido que matou empresária a júri
-
Mato Grosso6 dias ago
503 Service Unavailable
-
Política5 dias agoPivetta estuda extinguir secretarias e reorganizar estrutura do Governo de MT
-
Política Nacional4 dias agoEm sabatina, Flávio não explica propostas e faz acusações sem provas
-
Várzea Grande5 dias agoVárzea Grande realiza Dia D neste sábado com 20 postos de vacinação
-
Mato Grosso4 dias agoIndicadores da saúde se destacam na análise das contas de três municípios
-
Mato Grosso5 dias agoUnidades do MPMT devem indicar atividades educacionais até dia 23
-
Mato Grosso4 dias agoTCE-MT dá 30 dias para Executivo apresentar avaliação dos impactos do fim do Fethab adicional
-
Mato Grosso4 dias agoTCE-MT veda uso de recursos correntes do Fundeb para pagar despesas de exercícios anteriores
