Judiciario
Juiz afasta dirigentes de associação suspeita de desvio de R$ 2 mi
A Justiça Estadual afastou os atuais dirigentes da Associação das Diversidades Intelectuais de Tangará da Serra (Adin), após uma operação por conta de um suposto esquema de falsificação de documentos, corrupção e desvio milionário de repasses de verbas públicas.

Entidade requerida está sendo investigada por graves irregularidades na gestão de seus recursos financeiros
A decisão é do juiz Diego Hartmann, da 4ª Vara Cível do Município, e atendeu a um pedido do Ministério Público do Estado, por meio da promotora Laís Liane Resende.
A decisão determinou não apenas o afastamento dos dirigentes, mas também a nomeação de um administrador provisório para garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pela entidade a mais de 300 crianças com diversidades intelectuais.
Na petição inicial, o Ministério Público citou as graves irregularidades identificadas na gestão da Adin, que recebe cerca de R$ 876,7 mil por meio de um Termo de Fomento com o Município de Tangará para a prestação de serviços relacionados ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
“Chegou ao conhecimento deste órgão ministerial que a entidade requerida está sendo investigada por graves irregularidades na gestão de seus recursos financeiros”, disse o MPE, mencionando esquemas de desvio mediante imposição aos funcionários para emissão de notas fiscais com valores superfaturados.
Na ação, o MPE argumentou pela urgência da intervenção judicial, ressaltando que “tratando-se de entidade que presta serviços essenciais à população, faz-se necessária a imediata intervenção para garantir a regularidade e continuidade de suas atividades”.
O juiz acatou integralmente os pedidos ministeriais, afastando Rui Alberto Wolfart, Edgar de Araújo Wolfart e Marivone Ferreira Bertoldo dos cargos na Adin. O primeiro chegou a ser preso durante a operação, mas pagou uma fiança de R$ 75 mil.
Novo gestor
Na decisão, o juiz nomeou Arielzo da Guia e Cruz como administrador provisório, com amplos poderes para garantir o funcionamento da instituição.
O administrador provisório terá 30 dias para apresentar relatório circunstanciado sobre a situação financeira da associação e deverá, em até 60 dias, convocar assembleia-geral para deliberar sobre a exclusão dos associados envolvidos em práticas irregulares.
Operação Neurodiverge
A Polícia Civil deflagrou no dia 26 de março a Operação Neurodiverge para investigar um esquema de falsificação de documentos, corrupção e desvio milionário de repasses de verbas públicas pela a Associação de Diversidades Intelectuais (ADIN), em Tangará da Serra.
A ADIN foi fundada em 2022 para oferecer suporte jurídico e buscar recursos e parcerias para atender pessoas com neurodiversidades que integram a rede municipal de ensino. Desde então, a associação recebia repasses da Prefeitura Municipal e do Ministério Público Estadual.
Segundo informações do delegado responsável pelas investigações, Gustavo Espíndula, a investigação apontou que, apenas no mês de março, a instituição presidida pelo empresário Rui Alberto Wolfart recebeu ao menos R$ 2 milhões em repasses. Segundo ele, parte desse valor foi desviado.
“Tudo indica que houve apropriação de parte desses valores. É muito dinheiro, estamos falando de milhões de reais. A ADIN, só este ano recebeu em torno de R$ 2 milhões em repasses da Prefeitura. Ela também tinha vários repasses do Senac, Ministério Público. Então estamos falando de milhões de reais”, disse
Ainda segundo o delegado, as investigações começaram há seis meses, a partir de uma denúncia anônima.
O empresário e presidente da associação, Rui Alberto Wolfort, foi solto após o pagamento de fiança no valor de R$ 75 mil.
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