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Juiz quer que MPE opine sobre situação de vereador e influencer

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A Justiça notificou o Ministério Público Estadual (MPE) a opinar sobre eventual arquivamento ou a instauração de inquérito complementar contra o vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), a influenciadora digital Stheffany Xavier e outras cinco pessoas, no âmbito da Operação Ragnatela.

 

A notificação consta na decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, que recebeu a denúncia do MPE e tornou réus 14 acusados.

 

O vereador e a influencer, apesar de terem sido alvos da operação, não foram denunciados pelo MPE, assim como o DJ Everton Detona, Vinicius Pereira da Silva, Antidia Tatiane Moura Ribeiro, Danilo Lima de Oliveira e Renan Diego dos Santos Josetti.

 

Paulo Henrique, inclusive, diferente dos demais, sequer foi indiciado.

 

Deflagrada no início do mês passado, a operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa na Capital por meio da compra de casas noturnas e realização de shows.

 

Na denúncia, o promotor de Justiça Adriano Roberto Alves, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), disse não haver provas de que Everton Detona, Stheffany Xavier, Vinicius Pereira, Antidia Tatiane, Danilo Lima e Renan Diego tinham conhecimento do esquema.

 

“Embora seja evidente a ligação dos eventos realizados pelo Grupo G12 com a facção criminosa, para a lavagem de capitais oriundos de práticas ilícitas, não há, neste momento, conteúdo probatório suficiente a corroborar que os investigados tivessem pleno conhecimento do envolvimento da referida facção criminosa nos eventos produzidos”.

 

O juiz ressaltou, porém, que a situação deles é similar aos réus Ana Cristina Brauna Freitas, Matheus Araujo Barbosa e Rafael Piaia Pael, “razão pela qual determino a intimação do órgão ministerial para que se manifeste, de forma fundamentada, sobre eventual arquivamento ou instauração de inquérito complementar, viabilizando a análise acerca da possível aplicação do art. 28-A do Código de Processo Penal”.  

 

“Na mesma oportunidade, deverá o Ministério Público manifestar-se quanto ao investigado Paulo Henrique de Figueiredo Masson, indicando, de forma igualmente fundamentada, qual a medida adequado”, escreveu.

 

Pedidos de desbloqueio

 

Ainda na mesma decisão, o magistrado intimou as defesas do vereador e da influencer para que protocolem de forma apartada o pedido de restituição dos seus bens para não tumultuar o processo. 

 

Paulo Henrique busca o desbloqueio de um veículo Jeep Compass. Já Stheffany Xavier pediu o desbloqueio de uma Land Rover Evoque e um Jeep Compass.

 

Réus

 

Se tornaram réus o ex-servidor da Câmara de Vereadores de Cuiabá e promotor de eventos, Rodrigo Leal, o também promotor de eventos Elzyo Jardel Xavier Pires, os empresários Willian Aparecido da Costa Pereira, conhecido como “Gordão”, Clawilson Almeida Lacava, o “Gauchinho”, e Agner Luiz Pereira de Oliveira, e o ex-jogador de futebol João Lennon Arruda de Souza.

 

E ainda Joadir Alves Gonçalves, vulgo “Jogador”, Joanilson de Lima Oliveira, vulgo “Japão”,  Ana Cristina Brauna Freitas, Kamilla Beretta Bertoni, Lauriano Silva Gomes da Cruz, Matheus Araujo Barbosa, Rafael Piaia Pael,  e Wilson Carlos da Costa.

 

Ainda na decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva de cinco denunciados por serem considerados líderes da facção: Joadir Alves Gonçalves, Joanilson de Lima Oliveira, João Lennon Arruda de Souza, Willian Parecido da Costa Pereira e Elyzio Jardel Xavier Pires.

 

Leia mais: 

 

Juiz aceita denúncia e mantém prisão de cinco alvos de operação





Fonte: Mídianews

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