Judiciario
Justiça manda soltar biomédico acusado de fraudar exames em MT
A Justiça de Mato Grosso revogou, na última quarta-feira (3), a prisão preventiva do empresário e biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz, alvo da Operação Contraprova, que investiga a falsificação de exames laboratoriais realizados pelo laboratório Bioseg, em três cidades de Mato Grosso.
Igor estava preso desde o dia 15 de agosto, após a operação cumprir mandados de busca e apreensão no laboratório e contra os sócios de Igor, Bruno Cordeiro Rabelo e William de Lima.
Na decisão desta quarta-feira, assinada pela juíza Edna Edeli Coutinho, o pedido de prisão preventiva de Igor foi revogado, mas ele ficará impedido da prática profissional.
O pedido de revogação da prisão preventiva foi apresentado pelo Ministério Público, que alegou a necessidade de novas diligências na investigação ultrapassaria o prazo para apresentação da denúncia. Além disso, o MPE disse que a liberdade de Igor não prejudicaria o processo.
“Diante do exposto, acolho a manifestação ministerial para substituir a prisão preventiva de Ígor Phelipe Gardés Ferraz por medidas cautelares diversas, nos termos dos arts. 282, 319 e 320 do Código de Processo Penal”, diz trecho da decisão.
A juíza ainda determinou ao biomédico a utilização de tornozeleira eletrônica, bem como o comparecimento mensal em juízo até o 5° dia útil do mês e a entrega do passaporte à Polícia Federal.
Igor também está proibido de acessar e frequentar as unidades da Bioseg que estão sendo investigadas nas cidades de Cuiabá, Sinop e Sorriso, e de manter contato com os outros investigados.
A Operação
A Polícia Civil deflagrou a Operação Contraprova para investigar fraudes e falsificações de exames laboratoriais realizadas pelo laboratório Bioseg. Ao todo, 11 ordens judiciais foram cumpridas.
As investigações tiveram início em abril, após denúncias da Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que apontaram a falsificação de resultados de exames laboratoriais emitidos pela clínica.
O laboratório atua em Cuiabá, Sinop e Sorriso, onde realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Prefeitura de Cuiabá, além de prestar serviços para clínicas médicas particulares, nutricionistas, um convênio médico e pacientes particulares.
Segundo informações da Polícia Civil, o laboratório era responsável pela realização de exames de Covid-19, toxicológicos e de doenças como sífilis, HIV e hepatites.
Ainda de acordo com as investigações, o laboratório coletava e recebia amostras de material biológico e as descartava sem análise, fraudando os resultados dos exames em seguida.
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