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Kalil rebate críticas de Flávia Moretti, nega responsabilidade por dívidas e cobra transparência na gestão

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O ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), utilizou as redes sociais para responder às declarações da prefeita Flávia Moretti (PL), que responsabilizou administrações anteriores por parte das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município. No pronunciamento, Kalil rejeitou as acusações, afirmou que sua gestão manteve as contas sob controle e criticou a postura da atual administração.

Segundo o ex-prefeito, a tentativa de atribuir à sua gestão os problemas enfrentados pela Prefeitura representa uma forma de desviar o foco das responsabilidades do atual governo. Ele destacou ainda que sua administração teve aprovação popular e defendeu que cada gestão deve responder pelos próprios atos.

“Flávia, não transfira a irresponsabilidade, nem a incompetência da sua administração para as gestões anteriores. Eu, enquanto prefeito, tive uma avaliação de mais de 60%. É inadmissível querer transferir a irresponsabilidade da sua equipe e da sua gestão para quem já passou pela Prefeitura.”

Kalil também contestou as declarações relacionadas aos precatórios. Embora tenha reconhecido que o município possui esse tipo de obrigação judicial, afirmou que os débitos são provenientes de administrações anteriores e que, durante seu mandato, os pagamentos foram efetuados dentro dos prazos estabelecidos.

“Os precatórios realmente existem, mas é preciso dar nome aos bois. Da forma como você coloca, parece que essa conta é da gestão Kalil Baracat, e ela não é. Eu pagava rigorosamente em dia os precatórios do município e nunca houve atraso durante a minha administração.”

Outro ponto abordado foi o valor da dívida atribuída ao governo anterior. De acordo com Kalil, os números apresentados pela prefeita variam constantemente, o que, segundo ele, demonstra falta de precisão sobre o tamanho do passivo. O ex-prefeito afirmou ainda que deixou recursos suficientes em caixa para auxiliar a nova administração.

“Uma hora falam em R$ 65 milhões, outra em R$ 70 milhões, depois R$ 90 milhões e até R$ 100 milhões. Eles nem sabem qual é o tamanho da dívida. Mas, se forem R$ 65 milhões, eu deixei mais de R$ 65 milhões em caixa, além de recursos de emendas parlamentares e repasses estaduais que ficaram para a atual gestão.”

Na manifestação, Kalil citou recursos oriundos de emendas parlamentares, entre elas uma destinada pelo deputado federal Emanuelzinho, além de aproximadamente R$ 4 milhões em repasses estaduais para a área da Saúde e valores referentes ao ICMS que, segundo ele, permaneceram disponíveis para a atual gestão.

O ex-prefeito também afirmou possuir documentos que apontariam um déficit superior a R$ 113 milhões nas contas da Prefeitura ao final do exercício de 2025. Segundo ele, o balanço foi elaborado pela própria administração municipal e assinado pelos responsáveis técnicos.

“Eu estou aqui com o balanço de 2025, pedido pela Prefeitura Municipal, que aponta um déficit de R$ 113 milhões da atual administração. Está assinado pelas autoridades responsáveis. Por isso faço um alerta para que os órgãos de controle acompanhem de perto a atuação da atual gestora.”

Durante o vídeo, Kalil ainda questionou as prioridades adotadas pela administração de Flávia Moretti. Na avaliação do ex-prefeito, a realização de eventos recebeu atenção enquanto áreas consideradas essenciais deveriam ser priorizadas.

“A senhora reclamou da falta de recursos, mas preferiu fazer festa. Eu não sou contra festa, também gosto de festa, mas primeiro é preciso estabelecer prioridades e atender aquilo que o cidadão realmente precisa.”

Ao concluir o pronunciamento, Kalil defendeu maior acompanhamento por parte da população e dos órgãos fiscalizadores sobre a condução da administração municipal. Segundo ele, Várzea Grande precisa de uma gestão pautada pela transparência e pelo compromisso com a população.

“A população não é boba e acompanha tudo de perto. Não é com falas ou risadinhas que se resolve a situação da cidade. Várzea Grande, com mais de 300 mil habitantes, merece respeito, transparência e uma gestão comprometida com a verdade.”



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