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“Minha vida foi com elas ali”, afirma irmã de vítima de chacina

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A profissional de saúde Elenara Calvi, irmã e tia das vítimas do pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, disse em depoimento nesta quinta-feira (7) que ficará presa ao dia em que descobriu o crime e que “morreu com elas”. 

 

As meninas nunca foram soltas em lugar nenhum, sempre foram protegidas. Sempre!

Ela participa como testemunha do júri popular do pedreiro, que acontece no Fórum de Sorriso.

Cleci Calvi foi assassinada junto com suas três filhas no dia 24 de novembro de 2023 no município.

 

Elenara foi a segunda testemunha a depor no júri popular, que teve início na manhã de hoje. Antes dela, prestou depoimento o esposo e pai das vítimas, Regivaldo Cardoso.

 

A tia contou que não teve coragem de entrar nos quartos das meninas quando descobriu o crime, e relatou que se sente presa a tudo o que aconteceu no dia, e que se sente presa às lembranças. “Minha vida foi com elas ali”.

 

Ao ser questionada como descobriu que a irmã e as filhas dela haviam sido mortas, Elenara contou que estava em seu trabalho, em um hospital, onde trabalhou no final de semana e, ao voltar para casa, descansou. 

 

Ela relatou que não teve contato com a irmã durante o final de semana, mas que isso não era anormal, pois chegavam a ficar cerca de três dias sem se falarem devido à rotina corrida. Já na segunda-feira, no dia 27, por volta de 7 horas, recebeu a ligação de sua mãe, e soube que Regivaldo ligou preocupado com a família.

 

Ao saber disso, foi de carro imediatamente à casa de sua irmã. Chegando ao local, viu que por fora estava tudo normal. Ela disse acreditar que somente com planejamento Gilberto teria condições de cometer o crime, e que o réu teria conhecimento de toda a dinâmica da casa antes. Conforme já revelado, o pedreiro trabalhava e vivia em uma obra ao lado da casa das vítimas.

 

Por conta do cachorro da família ser muito bravo, a testemunha conta que foi até um petshop para comprar algum tipo de calmante para dar ao animal para poder entrar na casa. No entanto, os policiais militares que foram acionados por Regivaldo conseguiram soltar o animal e entrar na casa.

 

Elenara ainda disse que não deixou o local, na tentativa de preservar as vítimas dos curiosos que se aglomeraram em volta. Ela falou da sua incredulidade em relação a tudo o que viu e do sentimento que teve no momento, de que o autor da chacina estaria por perto.

 

As vítimas

 

A testemunha contou que Cleci era uma mulher trabalhadora, dedicada e protetora com as filhas. “As meninas nunca foram soltas em lugar nenhum, sempre foram protegidas. Sempre!”. Elenara disse ainda que a irmã e família tinham laços profundos. “Ela era perfeita naquilo que ela se propunha a fazer. A vida inteira”.

 

Quanto às meninas, a tia se emocionou ao falar sobre elas. Segundo ela, Miliane, a mais velha, era estudiosa, cuidadosa com a avó e cheia de sonhos. A filha do meio, de 13 anos, segundo ela, gostava de subir em árvores, andar de bicicleta, estudar. “Muito querida, muito amorosa sempre”. A caçula, de 10 anos, seria “espoleta e esperta”, e também muito estudiosa e apegada à avó materna.

 

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Fonte: Mídianews

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