Judiciario
MPE livra DJ e influencer em inquérito; vereador é investigado
O Ministério Público Estadual (MPE) informou à Justiça que o vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), e outros agentes públicos que foram alvos da Operação Ragnatela seguem sendo investigados em um inquérito separado dos demais acusados.

Os agentes públicos continuam sendo investigados em autos apartados, em razão da complexidade dos delitos perpetrados
No mês passado, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, pediu que o MPE informasse a situação do parlamentar, que apesar de ter sido alvo da operação, não foi indiciado pela Ficco/MT (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). Na ocasião, o magistrado recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou rés 14 pessoas.
A operação foi delfagrada em junho para investigar a supeita de um esquema de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa na Capital por meio da compra de casas noturnas e realização de shows.
“No tocante ao investigado Paulo Henrique de Figueiredo Masson, a autoridade policial informou que os agentes públicos continuam sendo investigados em autos apartados, em razão da complexidade dos delitos perpetrados, motivo pelo qual Paulo Henrique não foi indiciado no Inquérito Policial que ensejou a presente Ação Penal”, afirmou o promotor de Justiça Adriano Roberto Alves, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado).
No mesmo documento, o promotor também se manifestou a respeito da situação do DJ Everton Detona, a influenciadora digital Stheffany Xavier e outras quatros pessoas, e pediu o arquivamento das investigações contra elas.
Adriano afirmou que apesar da situação deles ser similar a outros réus, não foi possível constatar transações financeiras relevantes diretamente realizadas com os integrantes da facção criminosa.
“Destarte, a investigação realizada não foi suficiente para trazer aos autos conteúdo probatório mínimo a corroborar que os investigados tivessem pleno conhecimento do envolvimento da referida Facção Criminosa nos eventos produzidos, ao passo que não se pode deduzir que, somente por integrarem o grupo G12, todos tivessem total conhecimento da sociedade firmada entre alguns denunciados e da prática ilícita relacionada a tal empreitada”, escreveu.
Réus
Tornaram-se réus o ex-servidor da Câmara de Vereadores de Cuiabá e promotor de eventos, Rodrigo Leal, o também promotor de eventos Elzyo Jardel Xavier Pires, os empresários Willian Aparecido da Costa Pereira, conhecido como “Gordão”, Clawilson Almeida Lacava, o “Gauchinho”, e Agner Luiz Pereira de Oliveira, e o ex-jogador de futebol João Lennon Arruda de Souza.
E ainda Joadir Alves Gonçalves, vulgo “Jogador”, Joanilson de Lima Oliveira, vulgo “Japão”, Ana Cristina Brauna Freitas, Kamilla Beretta Bertoni, Lauriano Silva Gomes da Cruz, Matheus Araujo Barbosa, Rafael Piaia Pael, e Wilson Carlos da Costa.
De acordo com a Ficco/MT, o esquema era liderado por “Jogador”.
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