Judiciario
MPE recorre e pede que júri seja aberto ao público em Cuiabá
O Ministério Público Estadual (MPE) recorreu da decisão que restringiu o acesso ao júri popular do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra. O julgamento está marcado para a próxima terça-feira (7), às 9h, no Fórum de Cuiabá.
A decisão foi assinada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra, Carlinhos, como é conhecido, é réu confesso do feminicídio da ex-companheira Thays Machado e do homicídio do então companheiro dela, Willian César Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023. O empresário está preso.
No recurso, protocolada nesta quinta-feira (2), a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos “pede o levantamento integral do sigilo e publicidade da sessão plenária, a fim de viabilizar a realização do julgamento sem restrição de público”.
Pedido da defesa
Na decisão, a juíza Mônica Perri acolheu pedido da defesa para que apenas pessoas diretamente ligadas ao processo acompanhem o julgamento.
A defesa alegou que o processo tramita em segredo de justiça.
Relembre o caso
Thays, de 44 anos, e Willian, de 30, foram mortos a tiros no dia 18 de janeiro no bairro Consil, em frente ao Edifício Solar Monet. Eles foram até o edifício, onde mora a mãe de Thays, para deixar um veículo na garagem.
Ao sair na portaria para aguardar a chegada de um veículo de transporte por aplicativo, o casal foi surpreendido pelo assassino, que conduzia um Renault Kwid, e passou a fazer os disparos contra o casal, que morreu ainda no local.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constatou que Thays foi atingida por três disparos, sendo dois nas costas e um no quadril.
Willian foi atingido no braço esquerdo e no peito. Ele tentou fugir da mira do atirador, mas caiu na calçada, a poucos metros de Thays, e não resistiu aos ferimentos.
Thays era servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e Willian era empresário em São Paulo (SP). Ele e Thays haviam iniciado relacionamento poucas semanas antes de serem mortos.
Carlos Alberto foi pronunciado em maio de 2023 por duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, perigo comum, surpresa e impossibilidade de defesa das vítimas, além de feminicídio contra Thays.
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