Judiciario
MPF: escritório que recebeu R$ 166 mil não teria prestado serviço
O Ministério Público Federal suspeita que, durante a gestão do ex-presidente Rubens Carlos de Oliveira Júnior, a Unimed Cuiabá pagou a um escritório de arquitetura por serviços que jamais foram prestados.

Ou seja, que ele não tinha conhecimento de qualquer serviço prestado
A informação consta nas investigações da Operação Bilanz, deflagrada pela Polícia Federal em outubro do ano passado para investigar uma suposta fraude contábil de R$ 400 milhões na cooperativa médica. Na última semana, a Justiça Federal colocou fim ao sigilo do caso.
O escritório em questão é o Tharine Rocha Arquitetura, que foi contratado em 1º de abril de 2022 para a criação de projetos e acompanhamento de obras, recebendo dez pagamentos mensais que totalizaram R$ 166.474,20.
A irregularidade é uma das citadas na petição que resultou na operação, durante a qual o ex-presidente chegou a ser preso.
A suspeita sobre o contrato ganhou força no depoimento do ex-coordenador de suprimentos da cooperativa médica, Osvaldo Nilson Felipe da Silva. Conforme sua versão, o acordo com o escritório foi elaborado dentro do setor Jurídico da Unimed, o que era incomum.
Osvaldo revelou que a contratação ocorreu de forma semelhante ao da empresa Alyander Bielik Rubio, especializada em limpeza. O MPF suspeita que a Alyander jamais prestou esse tipo de serviço na Unimed Cuiabá, embora tenha recebido dela R$ 2,7 milhões.
Ainda conforme o MPF, Osvaldo esclareceu em seu depoimento “que as mesmas circunstâncias excepcionais que envolveram a suspeita contratação de Alyander Bielik Rubio também se fizeram presentes com relação à Tharine Rocha Arquitetura”.
“Ou seja, que ele não tinha conhecimento de qualquer serviço prestado e que também esse contrato havia sido elaborado diretamente no setor jurídico, sem solicitação de área demandantes e com pagamentos determinados pela ‘alta gestão’ da Unimed, à revelia de prévias medições”, diz o documento.
Tharine e Alyander são casados e amigos pessoais de Jaqueline Proença Larrea, ex-diretora jurídica da cooperativa médica e também alvo da Operação Bilanz.
Veja print:
“Por outro lado, a má-fé no caso de Alyander e Tharine se torna evidente, ante os elementos colhidos que apontam que, para além de formarem um casal, são eles amigos íntimos de Jaqueline”, dizem os procuradores, que encontraram nas redes sociais fotos em que eles figuram juntos em festas e jantares.
Outro fato que chamou a atenção dos investigadores foi a rescisão contratual da Unimed com o escritório. Segundo o MPF, o ex-presidente e a ex-diretora administrativo-financeira, Suzana Aparecido dos Santos Palma, que também foi alvo da operação, teriam adulterado a data da rescisão após o fim da gestão.
“Antecipando-a para o dia 28/02/2023, com o fim de extinguir a relação contratual simulada antes que a nova diretoria empossada efetivamente tomasse as rédeas da cooperativa”, diz o documento.
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