Judiciario
PF mira prefeito de Palmas e advogado suspeito de repassar inquérito do STJ
A Polícia Federal cumpre hoje mandados de busca e apreensão em Tocantins e uma medida cautelar em Brasília, na nona fase da Operação Sisamnes, para aprofundar suspeitas de que autoridades públicas tiveram acesso a informações sigilosas do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A PF identificou um advogado de Brasília suspeito de repassar ao grupo de Tocantins informações sigilosas de inquéritos do STJ, por isso foi deflagrada essa nova fase.
São cumpridos três mandados de busca e apreensão em Palmas, dentre eles contra o atual prefeito, Eduardo Siqueira Campos (Podemos). Em Brasília, um advogado investigado é intimado com medidas cautelares, como proibição de sair do pais e de contato com os investigados
Essa é uma continuação da quarta fase, que havia resultado na prisão do advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho, sobrinho do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos).
Em diálogos obtidos pela investigação, ele dizia que teria “alguns companheiros nossos em Brasília” com acesso a investigações sigilosas do STJ.
Nesta semana, foram deflagradas três fases da Operação Sisamnes. A sétima fase, na quarta-feira, prendeu suspeitos do assassinato do advogado Roberto Zampieri e desvendou a existência de um grupo de militares formado para realizar espionagem e assassinatos sob encomenda. Na oitava fase, foi alvo um juiz de Mato Grosso, Ivan Lúcio Amarante, suspeito de venda de decisõe.
O aumento das ações ostensivas da operação se deve à grande quantidade de material apreendido nas primeiras fases. Com a análise desse material, a PF expandiu as suspeitas envolvendo outras frentes de investigação.
Operação Sisamnes
As investigações da Polícia Federal tiveram início após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá.
Durante a apuração, foram encontradas milhares de mensagens no celular da vítima com o lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves, indicando um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.
Até o momento nove fases da Operação Sisamnes foram deflagradas para apurar a prática dos crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
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