Judiciario

PM que atirou no próprio pé após agredir e ameaçar namorada médica em Cuiabá tem prisão decretada

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Conteúdo/ODOC – A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão preventiva do policial militar Arthur Emmanuel Barbosa, lotado no 1º Batalhão, após ele ser preso em flagrante acusado de agredir e ameaçar a namorada, uma médica, em Cuiabá. A decisão foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra durante audiência de custódia realizada no sábado (11).

De acordo com o relato da vítima, o relacionamento com o policial durava cerca de 10 meses e passou a apresentar conflitos recentes, após ela ser aprovada em um concurso público em Peixoto de Azevedo, onde deveria assumir o cargo nos próximos dias.

Na noite de sexta-feira (10), ainda conforme a ocorrência, o militar teria ingerido bebida alcoólica antes de iniciar uma discussão. Durante o desentendimento, ele passou a agredi-la com uma vassoura, causando lesões na região da barriga, costas e braço direito.

A situação se agravou quando o policial apontou uma arma de fogo para a cabeça da vítima e fez ameaças de morte. Em meio à tentativa de se defender, a mulher conseguiu desviar a arma, momento em que ocorreu um disparo que atingiu o pé do próprio suspeito.

Após o episódio, o policial deixou o local para buscar atendimento médico. A vítima permaneceu na residência e acionou as autoridades. Ao chegar, a Polícia Militar foi informada sobre o ocorrido, e a mulher formalizou a denúncia, além de solicitar medidas protetivas.

Na decisão, o magistrado destacou que a manutenção da prisão é necessária para garantir a segurança da vítima e evitar novos episódios de violência. Segundo ele, há elementos que indicam risco concreto de reiteração criminosa.

O juiz também ressaltou a gravidade da conduta, apontando que o uso de arma de fogo para intimidar a vítima, aliado ao estado de embriaguez e ao comportamento motivado por ciúmes e controle, evidencia uma escalada de violência.

Ainda conforme a decisão, o histórico do policial, que inclui registros anteriores relacionados a violência doméstica e disparo de arma de fogo, reforçou a necessidade da medida mais rigorosa.

Para o magistrado, a prisão preventiva é adequada tanto para preservar a ordem pública quanto para proteger a integridade física e psicológica da vítima diante da gravidade do caso.



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