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Saiba quem são o policial e a professora presos por facilitar entrada de celulares em presídio

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Conteúdo/ODOC – O policial penal Nazil Santos Silva e a professora Karoliny Cardoso Viegas são os alvos da Operação Insídia, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (9), em Cuiabá. Os dois foram presos preventivamente sob suspeita de usar as funções que exerciam para facilitar a entrada de celulares e outros produtos ilícitos em unidades prisionais destinadas a integrantes de uma facção criminosa.

Nazil é policial penal efetivo. Já Karoliny era professora contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e trabalhava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande.

Conforme as investigações, os dois teriam recebido dinheiro para viabilizar a entrada clandestina dos materiais. Eles são investigados pelos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

Ao todo, a operação cumpriu oito ordens judiciais em Cuiabá: dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Capital.

A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com acompanhamento da Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

As apurações começaram em junho de 2025, depois que a análise de materiais apreendidos revelou transferências via Pix destinadas à professora. Os valores teriam sido enviados por reeducandos, familiares ou visitantes cadastrados nas unidades prisionais.

As movimentações financeiras coincidiram com uma denúncia sobre a suposta participação de Karoliny e Nazil na entrada clandestina de celulares e outros itens proibidos no sistema prisional, mediante pagamento de vantagens indevidas.

A Polícia Civil também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade funcional dos investigados.

Segundo as apurações, Nazil cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção. Para dificultar o rastreamento dos pagamentos, ele teria utilizado a conta bancária da companheira para receber parte dos valores.

Karoliny, por sua vez, teria se aproveitado do trânsito autorizado dentro da unidade prisional para transportar celulares e outros materiais ilícitos. De acordo com a investigação, o policial penal também utilizava as prerrogativas do cargo para permitir a entrada dos produtos.

Além das prisões, a Justiça determinou que os dois servidores sejam afastados cautelarmente das funções públicas durante o andamento das investigações.

As buscas realizadas pelos policiais têm o objetivo de localizar documentos, aparelhos e outros elementos que possam auxiliar na apuração.

Também foram determinados bloqueios de ativos financeiros. Para Karoliny, o valor chega a R$ 14,6 mil, enquanto para Nazil foi estabelecido bloqueio de R$ 25,5 mil.



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