Judiciario
Segurança que alertou lobista sobre PF é denunciado pela PGR
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o segurança do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, sob acusação de tentar obstruir a investigação da Polícia Federal de venda de sentenças. Em nota, sua defesa disse que não há elementos que demonstrem uma intenção de obstruir o caso e defendeu a inocência dele.

Dejair Silvestre dos Santos, de maneira livre, consciente e voluntária, atuou ativamente para obstruir investigação
Na denúncia, a PGR diz que Dejair Silvestre dos Santos, que é policial militar aposentado, alertou o lobista sobre a chegada de uma equipe da Polícia Federal para realizar busca e apreensão na sua residência, no início de outubro.
O objetivo dessa operação era verificar se as condições de saúde do lobista ainda justificavam a manutenção da sua prisão domiciliar, ou se ele poderia ser mandado de volta a um presídio.
“O sr. Dejair Silvestre dos Santos, de maneira livre, consciente e voluntária, no dia 3.10.2025, atuou ativamente para obstruir investigação que apura a existência de organização criminosa voltada à venda de decisões judiciais e à apropriação indevida de informações processuais sigilosas”, diz a denúncia, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Gonet afirma que, ao alertar Andreson sobre a chegada da PF, Dejair Silvestre tentou frustrar a operação e permitir que o lobista escondesse documentos e destruísse provas.
Na ação, como mostrou o Estadão, Dejair Silvestre correu para dentro da casa, avisou Andreson sobre a operação e escondeu um celular no banheiro.
“O propósito de Dejair era alertar o alvo sobre a presença policial e embaraçar a ação policial. Durante a fuga para o interior do imóvel, Dejair Silvestre dos Santos ocultou seu aparelho celular, que negou possuir. Posteriormente, o item foi localizado na parte inferior da pia do lavabo da residência”, escreveu Gonet.
Ele foi denunciado pelo crime de embaraçar investigação de organização criminosa, que prevê crime de reclusão de três a oito anos. A denúncia foi apresentada ao relator da investigação, o ministro do STF Cristiano Zanin, que deverá decidir sobre o andamento do caso.
Em nota, a defesa de Dejair Silvestre disse que o cliente nega ter praticado atos de obstrução. Leia a íntegra da manifestação assinada pelo advogado Lucas André Curvo de Carvalho Teles Figueiredo:
A defesa técnica do Policial Militar da reserva Dejair Silvestre dos Santos reafirma sua convicção na inocência do cliente, que nega ter praticado qualquer ato com a intenção de obstruir investigação judicial.
Com o oferecimento da denúncia pela Procuradoria-Geral da República e o requerimento de analise de declínio de competência, em razão de o denunciado não constar no rol do art. 102, inciso I, alínea “b”, da Constituição Federal, é natural que o ministro relator delibere pelo envio dos autos à primeira instância, onde os fatos poderão ser amplamente apurados com observância do contraditório e da ampla defesa.
A defesa reitera que nenhum elemento concreto demonstra dolo ou intenção de embaraçar investigações, e que todas as condutas atribuídas serão devidamente esclarecidas no curso do processo.
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