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Sessão marca despedida de desembargador: Combati o bom combate

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) realizou na manhã desta quinta-feira (25) uma sessão solene em homenagem ao desembargador Juvenal Pereira da Silva, que deixará a Corte no próximo dia 16 de julho, quando completa 75 anos, idade limite para permanência no serviço público.

 

Hoje encerro esta trajetória com a consciência de que fiz o melhor que me foi possível para o bem de todos

A sessão reuniu desembargadores, magistrados, servidores, familiares e amigos que acompanharam a trajetória do magistrado ao longo das últimas quatro décadas.

 

Na ocasião, Juvenal recebeu a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador José de Mesquita, a mais alta honraria concedida pela Corte. A medalha foi instituída em 1989 e é concedida pelo TJ-MT em reconhecimento a pessoas que prestaram relevantes serviços ao Poder Judiciário e à sociedade mato-grossense.

 

Com a aposentadoria do desembargador, o Tribunal de Justiça abrirá uma nova disputa para o preenchimento da vaga. O novo integrante será escolhido entre juízes de primeira instância, pelo critério de antiguidade. 

 

Durante a cerimônia, Juvenal afirmou que deixa a magistratura com sentimento de gratidão e dever cumprido. “Combati o bom combate. Terminei minha carreira. Vivi na fé, batalhas lutei, guerras venci. Hoje encerro esta trajetória com a consciência de que fiz o melhor que me foi possível para o bem de todos”, disse.

 

O desembargador agradeceu aos colegas, servidores, familiares e amigos que estiveram ao seu lado durante a trajetória profissional. “Encerro essa fase eternamente grato pela saudável convivência, sobretudo pelo muito mais que aprendi do que ensinei. Levo comigo as memórias e o orgulho de ter feito parte da história do Poder Judiciário do meu Estado”, afirmou.

 

42 anos de atuação

 

Natural de Poxoréu, o desembargador ingressou na magistratura em 4 de janeiro de 1984, após ter atuado como advogado e professor. Antes disso, também trabalhou em cartório, na iniciativa privada e no Exército Brasileiro.

 

Formado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Juvenal é especialista em Direito Penal e Processo Penal e possui MBA em Poder Judiciário pela Fundação Getulio Vargas.

 

Como juiz, passou pelas comarcas de Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá, com atuação nas áreas cível, criminal e eleitoral. Também foi juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça e juiz convocado nas Câmaras Cíveis e Criminais, Turmas Reunidas e Tribunal Pleno.

 

Em 2005, foi promovido ao cargo de desembargador pelo critério de antiguidade.

 

Ao longo da carreira, exerceu a vice-presidência do TJ-MT, a presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso e a Corregedoria-Geral da Justiça, no biênio 2023/2024. Mais recentemente, presidiu a Comissão de Organização Judiciária e Regimento Interno e o Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal.

 

Reconhecimentos e memórias

 

O presidente do TJ-MT, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou a convivência com Juvenal desde os tempos em que ambos atuavam como advogados em Rondonópolis.

 

Segundo Zuquim, o colega deixa uma marca de seriedade, discrição e contribuição técnica para o fortalecimento da Justiça mato-grossense.

 

“A presença de Vossa Excelência nesta Casa deixa uma marca de seriedade, discrição e trabalho efetivo. Ao longo de sua trajetória, destacou-se pela firmeza técnica e pela atenção aos problemas concretos da Justiça, oferecendo importante contribuição para a implantação do modelo estadual do Juiz das Garantias em Mato Grosso”, afirmou.

 

O presidente também relembrou uma frase dita por Juvenal no início da carreira, quando os dois abriram escritórios de advocacia na mesma cidade. “Quando disseram que não havia espaço para mais advogados, ele respondeu: ‘O sol é muito grande e dá luz a todos’. Essa resposta revelava coragem, humildade e respeito pelo espaço de cada um”, recordou.

 

Companheiro do homenageado na Câmara Criminal, o desembargador Geraldo Giraldelli destacou a postura profissional e pessoal de Juvenal ao longo dos anos.

 

“O desembargador Juvenal sempre foi uma pessoa simples, humilde, de um coração sem tamanho e extremamente capacitado. Sabia ser firme quando necessário, mas sem perder a humanidade. Sua toga foi honrada ao longo de toda a carreira e representa um exemplo para o Judiciário mato-grossense”, disse.

 

Outras vagas

 

O Judiciário mato-grossense está em processo de escolha do substituto da desembargadora Maria Erotides Kneip, que deixou a Corte neste mês ao completar 75 anos, idade da aposentadoria compulsória, e do desembargador Dirceu dos Santos, aposentado voluntariamente. As vagas serão preenchidas pelos critérios de merecimento e antiguidade.

 

Além disso, outra  vaga será aberta em meados de julho com a aposentadorias do desembargador Sérgio Valério, sendo a disputa por critério de merecimento.





Fonte: Mídianews

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