Judiciario
TJ concede prisão domiciliar a empresária acusada de esquema
O Tribunal de Justiça concedeu a prisão domiciliar à empresária Taiza Tossat Eleotério da Silva. Ela é acusada de um esquema de pirâmide financeira que teria lesado diversas vítimas em Mato Grosso.
A decisão é do dia 19 deste mês. Taiza estava presa desde o dia 31 de outubro do ano passado, na Cadeia Feminina de Colíder, quando foi alvo da Operação Cleópatra, deflagrada pela Decon (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor).
A defesa alegou que ela sofre de asma e dermatite atópica, e apontou que a unidade prisional não tem condições adequadas para manter o tratamento das comorbidades apontadas.
Conforme apurado pelo MidiaNews, a liberdade da empresária foi concedida mediante uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso das redes sociais e de participação de grupos em aplicativos de mensagens e suspensão do passaporte.
Ela também foi proibida de se ausentar de Sinop, onde mora, ou mudar de endereço sem autorização prévia, e deverá comparecer a todos os atos do processo judicial, assim como justificar suas atividades periodicamente.
O suposto esquema
Conforme a investigação da Decon (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor) de Cuiabá, Taiza seria a líder do suposto esquema criminoso, no qual já foram oficialmente identificadas dezenas de vítimas e um prejuízo de ao menos R$ 2,5 milhões.
Entretanto, o MidiaNews apurou que a maioria das vítimas preferiu não registrar boletim de ocorrência contra a empresária. O número de lesados, conforme fonte da reportagem, pode chegar a 100 pessoas, que juntas teriam perdido mais de R$ 15 milhões.
Entre 2021 e 2022, o escritório da DT Investimentos funcionou no Edifício Helbor Business, no Bairro Alvorada, na Capital. Taiza se apresentava como proprietária, enquanto seu ex-marido, o ex-policial federal Ricardo Mancinelli Souto Ratola, e o cirurgião-geral Diego Rodrigues Flores, se apresentavam como seus sócios.
Ricardo e Diego também foram alvos da Operação Cleópatra, e tiveram cumpridos contra eles mandados de busca e apreensão, bloqueios de bens e valores e suspensão de atividades econômicas de empresas.
Na ação, entretanto, somente Taiza foi presa, por mandado, e seu marido pelo flagrante com materiais ilícitos.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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