Judiciario
TJ extingue punibilidade de deputado após pagamento de acordo
O desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, declarou extinta a punibilidade do deputado estadual Dilmar Dal’Bosco em uma ação que ele respondia por suposto crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Com essas considerações, declara-se extinta a punibilidade de Dilmar Dal Bosco pelo cumprimento integral do acordo de não persecução penal
A ação é oriunda da Operação Rota Final, que investigou um esquema de monopólio no transporte intermunicipal em Mato Grosso.
A decisão, publicada nesta sexta-feira (4), ocorre após a defesa do parlamentar, feita pelo advogado Vinicius Segatto, confirmar o cumprimento do acordo de não persecução penal celebrado com o Ministério Público Estadual (MPE) no fim do ano passado.
O impasse estava na transferência de R$ 150 mil, que foram apreendidos durante mandado de busca e apreensão na casa de Dilmar, em 2021, à Casa de Apoio do Hospital de Câncer.
“De fato, o acusado Dilmar Dal Bosco adimpliu integralmente as obrigações consistentes na prestação pecuniária de R$60.000,00 (sessenta mil reais) e renúncia voluntária ao valor de R$150.650,00 (cento e cinquenta mil e seiscentos e cinquenta reais), em favor da Casa de Apoio do Hospital do Câncer, obra administrada pela Igreja Presbiteriana de Cuiabá, conforme cláusula 5 do ANPP (ID 223398186)”, escreveu.
“Com essas considerações, declara-se extinta a punibilidade de Dilmar Dal Bosco pelo cumprimento integral do acordo de não persecução penal”, decidiu.
O deputado foi acusado de receber cerca de R$ 500 mil de propina da empresa Verde Transportes entre 2014 a 2017.
A operação
Além de Dilmar, também foram alvos o ex-deputado estadual Pedro Satélite (falecido), o ex-governador Silval Barbosa e o empresário Éder Augusto Pinheiro, dono da Verde Transporte.
De acordo com a investigação, empresários do setor tinha como principal objetivo impedir a implantação do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso.
Para tanto, conforme a acusação, eles “lançaram mão dos mais variados meios criminosos para inviabilizar a Concorrência Pública nº 01/2017 deflagrada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra)”.
Entre eles, compraram um decreto estadual que buscou prorrogar até 2031 as concessões precárias que detinham as empresas ligadas ao grupo.
Além disso, deram vantagens indevidas a Dilmar e ao ex-deputado estadual Pedro Satélite, que comandavam a Comissão Especial de Transportes da Assembleia Legislativa, utilizando-se, inclusive, de outras pessoas para lhes repassarem “dinheiro sujo”.
Também consta na ação que os empresários entregaram “propina” para um diretor da Ager; utilizaram de terceiros para, por meio de ajuizamento de ações judiciais temerárias, buscar “frear” o procedimento licitatório; e produziram “estudos” fraudulentos para tentar demonstrar a inviabilidade do novo sistema de transporte.
Leia mais:
-
Polícia5 dias agoEx-servidor da MTI acusado de assédio sexual é preso por tentar intimidar testemunha
-
Polícia5 dias agoIdosa sofre fraturas no rosto após agressão e passará por cirurgia em hospital privado de Cuiabá
-
Várzea Grande5 dias agoVárzea Grande avança na construção do PME 2027-2037 com elaboração de descritores para Educação Infantil e Alfabetização
-
Saúde5 dias agoQuase 90% de conteúdos virais sobre saúde são falsos, diz Agência Lupa
-
Cuiaba5 dias agoPrefeitura de Cuiabá convoca 02 candidatos para o cargo de Professor Pedagogo e Professor de Educação Física
-
Cuiaba5 dias agoPrefeitura de Cuiabá capacita mulheres em marketing e inteligência artificia
-
Várzea Grande5 dias agoVárzea Grande avança com obras de drenagem e conclui 50% dos serviços no Residencial Joaquim Curvo
-
Política5 dias agoQuatro municípios de Mato Grosso terão plebiscito no próximo domingo (25)