Judiciario
Veja os alvos de operação que vão usar tornozeleira eletrônica
O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), impôs o uso de tornozeleira eletrônica em dez alvos da Operação Sisamnes, deflagrada nesta terça-feira (26) pela Polícia Federal.
São eles:
Sebastião de Moraes Filho – desembargador
João Ferreira Filho – desembargador
Flaviano Kleber Taques Figueiredo – advogado
Valdoir Slapak – sócio do grupo Fource e empresário do ramo de mineração
Haroldo Augusto Filho – sócio do grupo Fource e empresário do ramo de mineração
Mauro Thadeu Prado de Moraes – advogado e filho do desembargador Sebastião Monteiro
Rodrigo Vechiato da Silveira – ex-assessor do desembargador Sebastião Monteiro e
Rafael Macedo Martins – ex-servidor do Tribunal de Justiça
Andreson de Oliveira Gonçalves – lobista
Mirian Ribeiro Rodrigues Gonçalves – advogada
Além da tornozeleira, Andreson teve contra ele uma ordem de prisão, que foi cumprida nesta manhã.
A decisão autorizou a deflagração da Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que cumpriu diversos mandados de busca e apreensão, apreensão de valores e suspensão da função pública.
Os 10 alvos ainda tiveram bloqueio de bens na ordem de R$ 500 mil.
Zanin ainda os proibiu de deixar País, e para isso, eles tiveram que entregar de seus passaportes à Polícia Federal.
Eles também não podem ter acesso ao Poder Judiciário do Estado do Mato Grosso ou seus sistemas processuais, bem como manter contato entre si.
A operação investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais, envolvendo advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e magistrados.
Operação Sisamnes
Andreson de Oliveira Gonçalves é apontado pela investigação como um dos principais envolvidos em um esquema de venda de sentença no Superior Tribunal de Justiça.
Para a deflagração da Operação Sisamnes, outra decisão de Zanin foi publicada. Nela, além da prisão de Andresen, há a determinação do bloqueio de bens do lobista – entre contas pessoais e de suas empresas – em R$ 6 milhões, e da sua esposa Mirian Gonçalves em R$ 1 milhão.
Os 10 alvos citados também foram alvos de busca e apreensão, nesta manhã. As ordens de busca e apreensão foram cumpridas pela PF em Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal.
De acordo com as apurações, os investigados solicitavam valores para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses.
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