Judiciario
Gaeco denuncia 14 por lavagem, mas poupa influencer e DJ
O Ministério Público Estadual denunciou, nesta segunda-feira (15), 14 pessoas investigadas na Operação Ragnatela pela suspeita de integrarem organização criminosa e lavagem de capitais.
A denúncia é assinada pelo promotor de Justiça Adriano Roberto Alves, coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial De Combate Ao Crime Organizado) e encaminhada para a Sétima Vara Criminal de Cuiabá.
Foram denunciados: Ana Cristina Brauna Freitas, Agner Luiz Pereira de Oliveira Soares, Clawilson Almeida Lacava (“Gauchinho”), os promotores de eventos Elzyo Jardel Xavier Pires e Rodrigo de Souza Leal, Joanilson de Lima Oliveira (“Japão”), Joadir Alves Gonçalves (“Jogador”), o ex-jogador de futebol João Lennon Arruda de Souza, Kamilla Beretta Bertoni, Lauriano Silva Gomes da Cruz, Matheus Araujo Barbosa, Rafael Piaia Pael, Willian Aparecido da Costa Pereira (“Gordão) e Wilson Carlos da Costa.
“O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por intermédio do promotor de justiça que compõem o Gaeco, oferece a presente denúncia e requer a condenação dos denunciados”, diz o promotor.
Seis investigados da operação deixaram de ser denunciados. São eles: Antidia Tatiane Moura Ribeiro, Danilo Lima de Oliveira, Everton Marcelino Muniz, conhecido como DJ Everton Detona, Renan Diego dos Santos Josetti, a influenciadora digital Stheffany Xavier de Melo Silva e Vinicius Pereira da Silva.
Segundo o promotor, “embora seja evidente a ligação dos eventos realizados pelo Grupo G12 com a facção criminosa, para a lavagem de capitais oriundos de práticas ilícitas, não há, neste momento, conteúdo probatório suficiente a corroborar que os investigados tivessem pleno conhecimento do envolvimento da referida Facção Criminosa nos eventos produzidos”.
O vereador de Cuiabá Paulo Henrique (MDB), que foi alvo da operação, não chegou nem mesmo a ser indiciado pela Polícia, também não sendo denunciado pelo Gaeco.
A Operação Ragnatela foi deflagrada em junho deste ano, apotando pelo menos cinco empresas que seriam usadas exclusivamente como “instrumento” para a lavagem de dinheiro para uma facção criminosa em Cuiabá.
A lavagem seria feita em casas noturnas e por meio da produção de shows de artistas nacionais.
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