Judiciario
Ex-presidente da OAB-MT é alvo de operação da PF em Cuiabá
O ex-presidente da OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso), Ussiel Tavares, é alvo da quinta fase da Operação Sisamnes, deflagrada nesta terça-feira (13) pela Polícia Federal.
Agora pela manhã reportagem esteve em frente ao seu escritório, no Centro de Cuiabá, e foi informada que há policiais federais no interior do imóvel.
A reportagem também tentou contato com o advogado, mas ele não atendeu às chamadas.
Ussiel Tavares foi presidente da Ordem entre 1998 e 2003.
A operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal. No Estado, são cumpridos quatro mandados em Cuiabá e dois em Primavera do Leste (a 240km de Cuiabá).
Conforme a PF, os investigadores identificaram uma rede financeira-empresarial de lavagem de dinheiro, criada para dissimular a origem ilícita das supostas “propinas” lançadas para a compra de decisões judiciais proferidas no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de modo a romper a vinculação direta entre o agente corruptor e o servidor público corrompido.
Além das buscas, os alvos da operação sofreram sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 20 milhões e a proibição dos investigados de saírem do país, com a apreensão de seus passaportes.
PF chega à sede com documentos; veja:
Operação Sisamnes
As investigações da Polícia Federal tiveram início com o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, Cuiabá.
Milhares de conversas com o lobista mato-grossense Andreson de Oliveira Gonçalves foram encontradas no celular do advogado e indicavam um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.
Andreson foi preso em um das fases da Operação Sisamnes, apontado como um dos principais envolvidos em um esquema de venda de sentença no Judiciário de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça.
Além do mandado de prisão, o ministro também determinou a instalação de tornozeleira eletrônica nos desembargadores de Mato Grosso Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, que estão afastados do cargo por suspeita de venda de sentenças.
A operação investiga crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
OAB se pronuncia
Por meio de nota à imprensa, a OAB afirmou que por meio “do Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP), acompanhou a operação realizada na manhã desta terça-feira (13), para garantia das prerrogativas”.
“Quanto a eventual falta ética, o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) para medidas cabíveis”, conclui o comunicado.
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