Judiciario
Amigo de líder de facção é denunciado por tentar se livrar de celulares durante operação
Conteúdo/ODOC – O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordinho”, por embaraço às investigações da Operação Tempo Extra. Ele foi preso em flagrante no dia 10 de setembro, ao tentar se livrar de dois celulares durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão.
De acordo com a denúncia, Emerson é amigo a Paulo Witer Farias, o “WT”, apontado como tesoureiro e um dos líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso. Witer foi preso em abril de 2024, durante a Operação Apito Final, e condenado a mais de 30 anos de prisão.
Ao perceber a chegada dos policiais, Emerson correu até o banheiro do quarto e arremessou dois celulares no telhado do vizinho. Questionado pelos agentes, negou possuir aparelho telefônico, o que levantou suspeitas. Os policiais encontraram os dois celulares, um iPhone 13 Pro Max e outro iPhone preto, que foram apreendidos e encaminhados para perícia. Um deles estava danificado pela queda.
Durante as buscas, foram encontrados ainda bonés, camisetas e um anel dourado com referências a Paulo Witer. Para o MPE, o material reforça a ligação de Emerson com o líder criminoso e o motivo da tentativa de ocultar os celulares.
“O denunciado embaraçou a investigação ao se desfazer dos aparelhos, evidenciando sua relação com o grupo criminoso”, destacou o Ministério Público na denúncia.
Operação Apito Final
Deflagrada em abril de 2024 pela Polícia Civil, por meio da GCCO e da Draco, a Operação Apito Final revelou um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 65 milhões. Na ocasião, foram cumpridas 54 ordens judiciais, com o sequestro de 45 veículos e a indisponibilidade de 33 imóveis.
A investigação, conduzida ao longo de dois anos, mostrou que o grupo utilizava familiares, amigos e até advogados como “laranjas” para movimentar recursos ilícitos por meio da compra e venda de imóveis e veículos.
Operação Tempo Extra
A Operação Tempo Extra é uma continuação da Apito Final e mira os mesmos investigados. O objetivo é desarticular completamente o esquema criminoso, bloqueando seus recursos financeiros e evitando que o grupo volte a atuar no tráfico e na lavagem de capitais.
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