Judiciario
Delegado que invadiu mansão vai ter que pagar tratamento de saúde de empresária de Cuiabá
Conteúdo/ODOC – A Justiça de Mato Grosso determinou que o Estado e o delegado Bruno França Ferreira arquem com os custos de tratamento de saúde da empresária Fabíola Cássia Garcia da Silva e de outras vítimas envolvidas em um episódio ocorrido em 2022, em Cuiabá. A decisão inclui despesas médicas, psicológicas, psiquiátricas e fonoaudiológicas.
A medida foi concedida após reanálise do caso em embargos de declaração apresentados pela empresária. Ao avaliar o pedido, o juízo entendeu que havia elementos suficientes para autorizar a tutela de urgência. Caso a determinação não seja cumprida, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 15 mil.
O processo tem como base uma ocorrência registrada em novembro de 2022, quando o delegado entrou na residência de Fabíola, localizada no condomínio Florais, sem ordem judicial. Ele estava acompanhado de outros policiais e portava arma de fogo. Segundo a ação, durante a abordagem, houve ameaças e uma atuação considerada abusiva.
Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada dos policiais na casa, episódio que, conforme os autos, causou danos emocionais e materiais às vítimas. A defesa sustenta que a ação foi desproporcional e ilegal.
De acordo com a versão apresentada no processo, o caso teria se originado após um conflito envolvendo familiares dentro do condomínio. O delegado justificou a abordagem com base em uma suposta situação de flagrante, alegando que a empresária teria feito ameaças contra um enteado.
No entanto, o Ministério Público apontou indícios de excesso na conduta do delegado e levantou possível prática de abuso de autoridade. Também destacou que, naquele momento, não havia comprovação de que a empresária tivesse sido formalmente comunicada sobre eventual medida judicial relacionada ao caso.
Ao analisar os documentos anexados, incluindo laudos médicos, o juízo concluiu que há necessidade de continuidade do tratamento das vítimas, o que fundamentou a decisão.
O nome do delegado também aparece em outros episódios recentes. Ele foi exonerado da função de titular da Delegacia de Sorriso, município localizado a 397 km de Cuiabá, conforme ato publicado no Diário Oficial do Estado neste mês, com efeitos retroativos ao início de março.
A saída do cargo ocorre em meio a uma sequência de controvérsias. Entre elas, o indiciamento de um investigador da unidade após o estupro de uma mulher dentro da delegacia. O caso levou à prisão preventiva do servidor e à abertura de procedimento administrativo disciplinar.
Também vieram à tona áudios atribuídos a policiais civis do município, nos quais há relatos de condutas consideradas violentas e intimidadoras em ações na cidade. Parte do material foi associada ao delegado.
O episódio envolvendo a invasão da residência em Cuiabá, agora alvo de decisão judicial, é um dos casos mais emblemáticos ligados ao nome de Bruno França nos últimos anos.
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