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Missionária, pastora, líder de facção criminosa e mais três alvos de operação viram réus

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Conteúdo/ODOC – O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, a mãe dela, a pastora Orminda Carlos de Barcelos, o detento Renildo da Silva Rios e outras três pessoas investigadas na Operação Fariseus.

Com a decisão, assinada na quinta-feira (17), os seis passam à condição de réus. O magistrado também decidiu manter a prisão preventiva de Rhavenna.

Além dela, da mãe e de Renildo, respondem ao processo Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, irmã da missionária, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Rhuan Barcelos da Conceição.

Rhavenna, Orminda e Renildo foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Já Rhuan, Anatany e Lo Rhuama, conhecida como Lolo, responderão por lavagem de dinheiro.

A investigação apura a suposta utilização do projeto religioso “Resgatando Vidas” para dar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes de uma facção criminosa dentro e fora da Penitenciária Central do Estado (PCE).

Segundo o MPE, Rhavenna teria se valido das atividades de evangelização realizadas no sistema prisional para manter contato com integrantes da organização criminosa.

A missionária também é apontada na investigação como tendo mantido relacionamentos amorosos com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman, citado como liderança do Comando Vermelho e foragido desde 2024, e com Renildo Silva Rios, apontado como um dos fundadores da facção em Mato Grosso.

A denúncia atribui ainda à pastora Orminda atuação na comercialização ilegal de armas.

Outro ponto investigado é a suposta movimentação de dinheiro da facção. Conforme o Ministério Público, contas bancárias ligadas ao grupo teriam sido usadas para pulverizar valores que seriam provenientes do tráfico de drogas e de taxas cobradas pela organização criminosa.

Ao receber a denúncia, Jean Garcia afirmou que os elementos reunidos até o momento são suficientes para justificar a abertura da ação penal. “As provas mencionadas na denúncia são elementos suficientes para o desencadeamento da ação penal”, afirmou o magistrado.

A decisão também trata do pastor Nivaldo de Almeida, marido de Orminda e pai de Rhavenna. Ele não foi denunciado pelo MPE porque morreu em 5 de setembro deste ano.

O juiz determinou a juntada da certidão de óbito ao processo para que seja formalizada a extinção da punibilidade.



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