Judiciario

STJ nega soltar dono de motel acusado de assédio e ameaça em MT

Avatar photo

Published

on


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou liminar e manteve a prisão do empresário Adriano Peretto, proprietário de um motel em Lucas do Rio Verde, investigado por crimes sexuais e por supostas ameaças contra uma ex-funcionária do estabelecimento.

 

Não visualizo manifesta ilegalidade no ato ora impugnado a justificar o deferimento da medida de urgência

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) e é assinada pela desembargadora Nilsoni de Freitas, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), convocada para atuar no STJ. Ela entendeu que não há ilegalidade na manutenção da prisão. 

 

Adriano está preso desde janeiro deste ano. Segundo a investigação, ele teria passado a ameaçar uma funcionária após ela denunciar um suposto caso de assédio sexual ocorrido no ambiente de trabalho.

 

Além desse episódio, o empresário também é investigado por supostamente ameaçar de morte o próprio filho, em agosto de 2025.

 

No recurso, a defesa de Adriano alegou excesso de prazo para a formação da culpa, ressaltando que ele está há mais de 245 dias preso. Os advogados também defenderam a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

 

Ao analisar o caso, a magistrada apontou que a concessão de habeas corpus é uma medida excepcional e afirmou não ter encontrado flagrante ilegalidade que justificasse o deferimento do pedido.

 

“Não visualizo manifesta ilegalidade no ato ora impugnado a justificar o deferimento da medida de urgência”, apontou.

 

Diante do indeferimento, a desembargadora solicitou informações ao Juízo de primeiro grau e ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) sobre a alegação de excesso de prazo na tramitação da ação penal.

 

O caso

 

Segundo a delegada Paula Moreira, da Polícia Civil, responsável pela investigação, a corporação recebeu diversas denúncias de que Adriano estaria assediando sexualmente funcionárias dentro do motel.

 

Uma das vítimas procurou o Núcleo de Atendimento à Mulher e Vulneráveis e relatou ter sofrido episódios de importunação sexual durante o expediente. Após denunciar o caso, ela afirmou ter passado a receber ameaças do empresário.

 

Diante dos relatos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, pedido que foi acolhido pela Justiça.

 

As investigações preliminares indicam que outras funcionárias também podem ter sido vítimas do empresário.

 

Segundo a Polícia Civil, os supostos crimes seguiriam um mesmo padrão e teriam ocorrido durante o horário de trabalho.

 





Fonte: Mídianews

Comentários
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA

POLÍTICA

MATO-GROSSO

GRANDE CUIABÁ

As mais lidas da semana