Política
Barbudo vê má vontade do Congresso e cita pressão por assinaturas
O deputado federal Nelson Barbudo (PL) afirmou que o Congresso Nacional tem má vontade para analisar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele defendeu uma manifestação pública a fim de conseguir mais assinaturas em prol do afastamento – até o momento apoiado por 135 deputados.

O Rodrigo Pacheco [presidente do Congresso] não está cumprindo suas atribuições, portanto estamos tendo dificuldade na Câmara e no Senado, senão teríamos atingido um número maior de assinaturas
A possibilidade de Moraes sofrer impeachment surgiu após o jornal Folha de S. Paulo publicar que o ministro solicitou por mensagens não oficiais a produção de relatórios da Justiça Eleitoral que embasariam suas decisões no STF contra bolsonaristas. Essas provas, então, seriam usadas no inquérito das fake news durante e após as eleições de 2022.
Embora a competência de analisar o impeachment seja do Senado, deputados federais passaram a colher assinaturas de parlamentares insatisfeitos com a atuação de Moraes. O gabinete do ministro, em contrapartida, defendeu-se alegando regularidade nos procedimentos.
“A Câmara e o Senado estão com má vontade. Para mim, o Rodrigo Pacheco [presidente do Congresso] não está cumprindo suas atribuições, portanto estamos tendo dificuldade na Câmara e no Senado, senão teríamos atingido um número maior de assinaturas. No meu ver, o Congresso Nacional está devendo para a sociedade”, disse.
“Estamos fazendo pressão pelas assinaturas. A lista empacou nesse número faz cinco dias, não estamos conseguindo, então faremos uma grande manifestação para ver se comovemos mais deputados para conseguir resultado”, acrescentou.
Barbudo disse defender o impeachment por considerar que Moraes atua inconstitucionalmente ao desrespeitar a divisão entre poderes.
Ele completou afirmando que alguns parlamentares se sentem intimidados pelo STF, que os processa por discursos feitos na tribuna.
“O STF não é para abrir inquérito, mas temos um processo onde o ministro é reu, promotor, julgador e executor de pena. Está errado. Está nítido que a balança está pendendo só para um lado e o Judiciário está interferindo, isso vai dar problema para aqueles que descumprem a Constituição. Se descumpriu, é passível de pena e nesse caso é o impeachment”, afirmou.
A previsão é de que o pedido de afastamento de Alexandre de Moraes seja apresentado à presidência do Senado no dia 9 de setembro.
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